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Deborah Secco no cinema

Deborah Secco no cinema

Luciane Angelo Fotos AgNews Em São Paulo para divulgar o filme ?Bruna Surfistinha?, Deborah Secco, usando um pingente R em homenagem ao marido, conversou com Gente nesta terça-feira 22. A atriz falou sobre o processo de criação da personagem mais difícil de sua carreira, as dificuldades, as surpresas, a relação com o diretor Marcus Baldini, que a principio resistiu à idéia de Deborah como protagonista, e até a reação do marido Roger ao ver partes do longa. Confira: O que tem de Deborah em Bruna Surfistinha? ?Eu também não fui a garota mais popular do colégio. Eu sempre fui a menina estranha que queria ser atriz e todos achavam isso muito difícil de acontecer. Você conheceu outras ?Brunas?? O ponto mais importante na nossa preparação não foi a convivência com as garotas de programa. E sim a convivência de um mês que tivemos entre nós atrizes dentro de uma casa. Quando chegávamos lá para construir a personagem todo mundo se chamava pelos próprios nomes do filme. E essa experiência nos levou a descobrir sentimentos reais, angústias. Fora isso eu conheci vários níveis de prostituição. Como foi entrar para o filme? Os testes estava sendo feitos com diversas atrizes mas não me chamavam e eu pensava: ?ok, ok?. E me falaram que o diretor (Marcus Baldini) estava com certa resistência em relação a mim, que eu e a Bruna éramos muito midiáticas. Daria a impressão de estar usando a minha sensualidade. Aí pensei: ?se ele não queria a Deborah midiática então era com ele que queria trabalhar?. Quando o roteiro chegou até a mim vi que a Bruna uma personagem irrecusável. Uma personagem densa. E foi a personagem mais difícil da minha carreira. Como foi a convivência com a verdadeira Raquel? Não me aprofundei na história da Raquel. Ainda não li o livro para se ter uma idéia. Quando o roteiro chegou, eu tinha uma vaga lembrança dela na mídia e preferi seguir a Bruna do roteiro, que foi minha bíblia, minha história de base. Acho que se eu tivesse estudado a história da verdadeira Bruna, seria uma interferência muito grande. E as cenas de sexo? Não tive problema em fazer essas cenas. Cada uma delas tem uma importância muito grande no momento da Bruna. Minha maior preocupação era que o filme fosse leve demais e se tornando uma apologia ou um conto de fadas. Temos que mostrar as glorias e as dores . Contar sem cenas fortes seria ser um grande erro e também inventar uma historia. Ter sete, oito homens por dia em cima de você não é um conto de fadas. Essa sensação de incômodo a gente tinha que levar para o público. O Roger, seu marido, ele já viu o filme? Ele viu algumas cenas e não a versão final. Hoje ele não está aqui porque está concentrado para o jogo. Quando ele casou comigo sabia que eu era atriz, acho que ele não tem esse ciúme , não. Conversando com a figurinista (Letícia Barbieri), ela disse que você guardou o vestido da última cena. Leia aqui a entrevista. Sim, eu guardei porque acho que ele transmite muito o que a Bruna é. A cena dela com ele escrevendo no vídeo é linda, transmite a personagem. Aliás, sempre guardo uma peça das minhas personagens. Daqui a pouco vou ter que arrumar um guarda-roupa só para isso. Qual mensagem você quer que o filme transmita? É fazer as pessoas pensarem no quanto é importante não julga ou pré-julgar. Enxergar a capacidade que as pessoas têm de viver. Talvez o errado para mim é o melhor que outra pessoa possa fazer. Esse universo é real e não tem que ter tanto tabu para falar sobre a prostituição.

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