Gênova candidatará cemitério de Staglieno a patrimônio Unesco

GENOVA, 3 FEV (ANSA) – O Cemitério Monumental de Staglieno, em Gênova, na Itália, também poderá se tornar Patrimônio Mundial da Unesco, seguindo os passos dos Palazzi dei Rolli na capital da Ligúria, já tombados em 2006.   

O anúncio da candidatura de um dos maiores cemitérios da Europa, famoso por abrigar obras-primas arquitetônicas e esculturais, foi feita pelo secretário de Políticas Culturais de Gênova, Giacomo Montanari.   

“Staglieno representa uma grande transformação urbana da cidade e um reflexo da sociedade: assim como os Rolli projetaram a dimensão aristocrática, o cemitério reflete a civilização burguesa que construiu a era de ouro da Gênova do século 19”, disse Montanari, revelando que “o processo de candidatura, embora complexo, está agora entrando em sua fase operacional”.   

Aberto oficialmente em 1851, o Cemitério Monumental de Staglieno recebeu figuras ilustres, ainda em vida.   

“[O filósofo alemão] Friedrich Nietzsche, [os escritores americano] Mark Twain e [britânico] Evelyn Waugh são apenas alguns dos inúmeros personagens históricos, escritores, viajantes, artistas e filósofos que deixaram testemunhos de suas visitas a Staglieno e de seus passeios por suas grandes galerias monumentais”, revela comunicado oficial do campo-santo em seu site.   

“Todos, ainda que de maneiras diferentes, evocaram a profunda impressão e o fascínio deste lugar de memórias públicas e privadas, onde a intenção monumental está inextricavelmente ligada ao encanto ‘romântico’ da paisagem, em um entrelaçamento íntimo de monumento, arquitetura, memória histórica e natureza”, destaca ainda a nota.   

No cemitério de Staglieno estão enterrados genoveses famosos, como o cantor e compositor Fabrizio De André (1940-1999), tido como um dos grandes destaques da música italiana contemporânea, e o pintor e cenógrafo Emanuele Luzzati (1921-2007), indicado ao Oscar por dois curta-metragens, “La gazza ladra” (1964) e “Pulcinella” (1973). (ANSA).