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Genética confirma que Roma antiga era uma mistura de raças de migrantes

Genética confirma que Roma antiga era uma mistura de raças de migrantes

O Fórum Romano, em 13 de julho de 2019 - AFP/Arquivos

A análise de 127 genomas de esqueletos de 12.000 anos de antiguidade na região de Roma mostrou que a capital imperial era povoada por imigrantes do Mediterrâneo Oriental e Oriente Médio, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira na revista Science.

Trata-se da primeira vez que a genética confirma com tantos detalhes a história de Roma, que reinou durante séculos em todo o Mediterrâneo.

Quando Roma era a capital do império (de 27 a 300 a.C.), os romanos se pareciam com as populações mediterrâneas atuais, similares aos gregos, malteses, cipriotas e sírios, escreveram os autores dirigidos por pesquisadores da Universidade de Stanford e outros centros de estudos, incluindo italianos.

As novas técnicas de análise de DNA antigo permitiu reconstruir as transições de população durante milênios e o surgimento de Roma.

Os esqueletos mais antigos analisados são os de três caçadores-coletores que viveram entre 10.000 e 7.000 anos antes da nossa era. Nesse momento, estes “italianos” se pareciam com seus congêneres ao outro lado dos Alpes.


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Depois, com o surgimento da agricultura e da pecuária, no Neolítico, apareceram agricultores de Anatólia (Turquia moderna), como em toda a Europa.

Entre 900 e 200 anos antes de nossa era, Roma começou a se diferenciar do resto da Europa. Se transformou em uma cidade importante, com imigração em aumento e população crescente.

Os genomas deste período revelam a presença de indivíduos do Oriente Médio e da África do Norte.

Roma se tornou então a capital de um império de 50 a 90 milhões de pessoas, com um milhão de habitantes. A etnia depois mudou radicalmente; uma grande maioria veio do Mediterrâneo Oriental.

De 48 genomas, os pesquisadores encontraram que apenas dois mostravam laços genéticos com a Europa.

“A diversidade foi esmagadora”, disse à Science um dos autores, Ron Pinhasi, da Universidade de Viena, que extraiu DNA dos ossos.

Esta diversidade diminuiu depois do deslocamento da capital para Constantinopla (hoje Istambul) em 330, e da divisão do Império, causando o declínio de Roma. A partir da Idade Média, os romanos voltaram a se parecer com o resto dos europeus.

“As pessoas podem imaginar que o nível de migração que estamos vendo hoje é um fenômeno novo”, disse o genetista científico Jonathan Pritchard de Stanford. “Mas os DNAs antigos mostram que as pessoas estiveram se misturando fortemente durante muito tempo”.

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