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General Santos Cruz conta como foi a guerra no Congo

Crédito: AFP/Arquivos

(Arquivo) O general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, um dos homens de confiança de Jair Bolsonaro que perdeu seu cargo após ser criticado pela ala mais extrema do círculo do presidente (Crédito: AFP/Arquivos)

Em uma mesa com políticos, advogados e jornalistas, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo, mostrou algumas fotos e contou alguns casos de seu período em que liderou as tropas da ONU no Leste da República Democrática do Congo, em 2016. Um jornalista mais ingênuo perguntou se ele já havia matado alguém em combate. Santos Cruz desviou – mas não muito. “Estávamos cercados em Goma, uma cidade de quase 1 milhão de habitantes. Os canhões dos rebeldes podiam atingir o centro da cidade e cortar todo abastecimento de água e comida. Não dava para deixar”. O jornalista insistiu na pergunta. O general seguiu com a história. “Mandamos tudo para cima deles. Tiros de canhão, foguetes lançados de helicópteros, snipers. Se desse, a gente atirava até a pia da cozinha neles.” O jornalista curioso não entendeu: “Quantos foram do lado de lá”. “Uns 400. Salvamos a cidade”, disse.