Um general russo foi baleado, nesta sexta-feira (6), em um prédio residencial em Moscou, em um ataque que o chanceler da Rússia atribuiu à Ucrânia com o objetivo de minar as negociações em Abu Dhabi para pôr fim ao conflito na Ucrânia.
O Comitê de Investigação da Rússia afirmou que um homem não identificado “atirou várias vezes” contra Vladimir Alexeyev, um general renomado do Estado-Maior russo, e depois fugiu do local.
“A vítima foi hospitalizada”, afirmou o comitê em um comunicado, que não revela detalhes sobre o atirador.
Em uma nota, a porta-voz do Comitê de Investigação, Svetlana Petrenko, cita “ações de investigação e medidas operacionais de busca para identificar a pessoa ou pessoas envolvidas”.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, atribuiu o ataque à Ucrânia, que, segundo ele, busca “descarrilar o processo de negociação” destinado a encerrar quase quatro anos de guerra.
“Este ato terrorista confirma mais uma vez a tendência do regime (do presidente Volodimir) Zelensky a provocações constantes”, declarou Lavrov à televisão russa.
Por sua vez, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse à imprensa que “os serviços especiais estão fazendo seu trabalho neste momento”.
Com a mediação de enviados americanos, Rússia e Ucrânia realizaram em Abu Dhabi um segundo ciclo de negociações de alto nível em busca do fim do conflito armado.
Vários comandantes militares da Rússia morreram desde que o país iniciou a ofensiva em larga escala contra a Ucrânia em fevereiro de 2022.
A Ucrânia reivindicou a responsabilidade por alguns ataques.
Oficial militar de carreira, Alexeyev é o primeiro auxiliar do general que comanda o serviço de inteligência militar russo (GRU).
Alexeyev liderou operações de inteligência durante a intervenção russa na Síria em apoio ao então governante Bashar al-Assad. Também foi enviado para negociar com o diretor do grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, durante sua tentativa de motim contra a cúpula militar russa em 2023.
No mês passado, um tribunal russo condenou à prisão perpétua um uzbeque pelo assassinato, em 2024, do comandante das Forças de Defesa Nuclear, Biológica e Química do Exército russo.
O general Igor Kirilov morreu quando um dispositivo escondido em uma scooter explodiu quando ele saía de um complexo residencial em Moscou, um ataque que a Ucrânia admitiu ter organizado.
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