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Garoto que ganhou camisa de Messi recebe constantes ameaças de sequestro

Crédito: Reprodução YouTube

Messi e o menino Murtaza Ahmadi (Crédito: Reprodução YouTube)


Murtaza Ahmadi viralizou nas redes sociais em 2016, quando apareceu com uma espécie de sacola como se fosse uma camisa de clube com direito ao nome de Messi. Então com cinco anos de idade, o menino afegão ganhou a oportunidade de conhecer o ídolo.

Entretanto, o que era para ser a realização de um sonho se tornou pesadelo após o garoto voltar do encontro com o camisa 10 do Barcelona. Conforme reportagem do Bleacher Report, o menino e sua família têm de conviver com ameaças de sequestro. Murtaza teve até de ficar longe dos familiares em Cabul, no Afeganistão, para se esconder.

“Todo mundo estava mexendo comigo, eles me disseram que eu estava usando plástico”, lembra o garoto.

Murtaza posa com time do Barcelona (Crédito:Reprodução)

Um dos motivos pelo qual a família e o garoto foram ameaçados foi o boato de que Messi tinha enviado dinheiro para a família. Foram destinadas duas caixas para o garoto de pessoas próximas do craque argentino.

“Quando vi as caixas pela primeira vez pensei que uma teria brinquedos para Murtaza e a outra dólares, mas não. Era uma bola e uma camisa”,  explica o pai do garoto, Arif.

“Nossa cultura é baseada na caridade, se um estrangeiro está em contato com ele, deve tê-lo ajudado. As pessoas que passavam pela cidade perguntavam como ele vivia, se Messi tinha nos mandado muito dinheiro. E começou a haver gente rondando a casa à noite. Era muito chato”, completa Arif.

A situação complicou ainda mais quando um carta do Taleban foi enviada para a família com uma ameaça de capturar todos. Com isso, os familiares de Murtaza pediram asilo. Foi quando o menino recebeu o convite para viajar até Doha e encontrar com Messi.

“Eu disse a ele [Messi] que queria ficar com ele, que queria brincar com ele. Ele me disse para ir com meu pai, mas eu não entendia a língua dele”, relembrou o garoto do diálogo que teve com o craque argentino.

“Achávamos que indo para Doha talvez o Messi fosse como Ronaldo [Cristiano]”, explica Arif. O pai de Murtaza se refere ao episódio em que CR7 abraçou um menino sírio em jogo do Real Madri e a famílai do garoto recebeu asilo na Espannha. No entanto, o abrigo não foi dado para a família do garoto afegão.

“Fomos a Doha para que Messi pudesse fazer algo por ele. Mas ele não fez nada por Murtaza”, apontou o pai.

Quando o garoto e a família retornaram para casa as ameaças começaram. “As pessoas me disseram que recebi muito dinheiro de Messi. E começaram as ameaças de sequestro”, conta Arif.

Murtaza parou de ir à escola, não sai para a rua sequer para brincar. A família então decidiu mandá-lo para casa de um tio em Cabul, cerca de 300 km da casa do garoto. O que era para ser um refúgio se tornou outro problema quando a capital afegã passou por um crescimento no número de ataques. Ahmadi precisou retornar para casa há alguns meses e deste então ainda sofre com algumas ameaças.



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