Gabigol lamenta empate do Santos e aceita vaias da torcida: ‘Tem todo o direito de protestar’

Assim que Anderson Daronco apitou o fim do clássico na Vila Belmiro, com 1 a 1 diante do são Paulo, a torcida do Santos soltou uma enorme vaia ao time. Os protestos foram pesados após o sétimo jogo seguido sem vitória na temporada – fez 2 a 1 no Novorizontino, na estreia, e depois só tropeçou. Capitão da equipe, Gabigol viu progresso da equipe, mas aceitou as cobranças das arquibancadas.

Antes do clássico, torcedores já haviam feito pesadas cobranças ao espalhar faixas na Vila Belmiro e no CT Rei Pelé, Sob pressão, a equipe até abriu 1 a 0 com gol de Zé Rafael. Porém, acabou não se garantindo e Calleri deixou tudo igual na etapa final.

Os protestos que começaram ainda na primeira etapa, nesta quarta-feira, com novas faixas de cobrança, viraram vaias, gritos de ordem e mais pressão sobre os dirigentes, que não conseguem montar um time competitivo.

“O torcedor tem todo o direito de protestar, não sendo com violência ou algo que passe do limite, eles têm direito de vaiar pelo que ache correto”, disse um tranquilo Gabigol após o 1 a 1. “Temos de focar em melhorar, hoje melhoramos e infelizmente não saímos com a vitória”, lamentou.

Na visão do artilheiro, que passou em branco mais uma vez, o Santos realizou um primeiro tempo melhor, porém sem aproveitar sua superioridade. “Foi um primeiro tempo nosso, e o segundo deles. Foi um bom desempenho e daqui para frente temos de focar em melhorar e buscar coisas boas no campeonato”, completou.

Primeiro time fora da zona de rebaixamento do Paulistão, com somente cinco pontos, o Santos tem jogo importante no domingo, em visita ao também ameaçado Noroeste, em Bauru, sob obrigação de desencantar para não entrar na rodada final – recebe o Velo Clube – ainda mais pressionado.