ROMA, 27 MAI (ANSA) – O G7 publicou uma nota oficial nesta quinta-feira (27) em que pede a libertação imediata do jornalista Roman Protasevich, preso no último domingo (23) após o governo de Belarus obrigar um avião da Ryanair a pousar em Minsk.
Segundo o grupo – que conta com Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido -, a medida adotada pelo governo local “colocou em risco a segurança dos passageiros e do equipamento” e pede que a Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO) “enfrente com urgência esse desafio sobre as suas regras e os seus padrões”.
“Intensificaremos os nossos esforços, também através de novas sanções, para que as autoridades de Belarus respondam às suas ações”, conclui a nota.
A crise com o voo que ia da Grécia para a Lituânia já causou uma série de sanções da União Europeia contra Belarus, incluindo, o fechamento do espaço aéreo do bloco para voos do país e a orientação para que companhias aéreas não sobrevoem o território bielorrusso.
Como resposta, a Rússia – principal aliada do presidente Aleksandr Lukashenko – não deu permissão nesta quinta-feira para um voo da companhia Austrian Airlines para ingresso em seu espaço aéreo. Um caso semelhante havia ocorrido nesta quarta-feira (26) com a Air France.
De acordo com a agência de notícias estatal Tass, as autoridades russas estão restringindo os acessos das companhias aéreas que evitam o espaço aéreo de Belarus.
Crise – No último domingo, um voo que partiu de Atenas com destino a Vilnius foi abordado por caças de Belarus ao entrar no espaço aéreo do país. Segundo o governo, havia uma ameaça de bomba a borda da aeronave, que teria sido colocada pelo Hamas.
Os pilotos, então, pousaram em Minsk. No local, por seis horas, as autoridades revistaram todas as malas e toda a aeronave e não encontrou nenhum explosivo. Porém, Protasevich estava a bordo do avião. O jornalista é um crítico declarado do presidente Lukashenko, no poder desde 1994, e tem um canal no Telegram para divulgar as notícias censuradas pela mídia estatal.
O caso revoltou os países da União Europeia, que reforçaram sanções e prometem aplicar mais punições se o jornalista não for libertado.
Além disso, diversas matérias jornalísticas apontam que na aeronave estavam de quatro a cinco agentes russos, que teriam desembarcado em Minsk após a prisão de Protasevich. Moscou nega a acusação. (ANSA).