ROMA, 30 MAR (ANSA) – O G7 anunciou que está pronto para implementar “todas as medidas necessárias” para enfrentar o “choque energético” global, em estreita coordenação com parceiros internacionais, em meio ao conflito deflagrado por Estados Unidos e Israel contra o Irã.
A declaração foi divulgada nesta segunda-feira (30), após reunião virtual dos ministros das Finanças e da Energia, convocada pela França, que ocupa a presidência rotativa do grupo, para “avaliar a evolução da situação no Oriente Médio e suas implicações para os mercados de energia, a economia global e a estabilidade financeira”.
Segundo o comunicado, o grupo reconhece a importância de uma ação internacional coordenada para “mitigar efeitos negativos” no mercado de energia e garantir a “estabilidade macroeconômica”.
Além disso, as autoridades do G7 acolheram “com satisfação” a decisão dos membros da Agência Internacional de Energia (AIE), tomada em 11 de março, de autorizar a liberação coordenada de reservas de petróleo. Elas também estão “considerando as opções da AIE para gerenciar a demanda, com base nas circunstâncias de cada país, a fim de ajudar a estabilizar as condições de mercado e limitar a volatilidade excessiva”.
Nesse contexto, o grupo pediu a todos os países que evitem “a imposição de restrições injustificadas à exportação de hidrocarbonetos e produtos relacionados”.
Os banqueiros centrais do G7, por sua vez, afirmaram estar “fortemente comprometidos em manter a estabilidade de preços e garantir a resiliência contínua do sistema financeiro”, assegurando que “a política monetária continuará dependente de dados”.
Para esse fim, enfatizaram que “estão monitorando de perto as pressões inflacionárias decorrentes dos preços da energia e de outras commodities, das expectativas de inflação e da atividade econômica”.
No comunicado, os representantes de Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido também destacaram a necessidade de garantir segurança para os fluxos comerciais e para a navegação. Para o G7, a proteção das rotas e das infraestruturas marítimas é “essencial para a estabilidade global e para a segurança energética”.
A declaração conjunta surge em resposta às preocupações geradas pelo quase fechamento do Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o transporte de petróleo. (ANSA).