Futuro CEO da Rio Tinto assumirá cargo com estratégia de crescimento da produção

A Rio Tinto deve trocar seu comandante em julho, e o novo executivo-chefe, Jean-Sébastien Jacques, vai assumir com uma estratégia pouco usual, nos dias de hoje, entre as mineradoras: crescer. Enquanto rivais como Anglo American e Glencore estão vendendo ativos para levantar capital, a Rio Tinto implementa planos de desenvolvimento para novas minas. A ideia é estar bem posicionada quando os mercados de commodities se recuperarem. Na quinta-feira, o atual CEO, Sam Walsh, disse que a empresa está completando a construção da mina de cobre de Oyu Tolgi, na Mongólia, um projeto que custou quase US$ 6 bilhões. Uma proposta de desenvolvimento de uma mina de minério de ferro, na Austrália, será avaliada “no curto prazo”, disse. Em novembro, a Rio Tinto aprovou um projeto de US$ 1,9 bilhão para o desenvolvimento de uma mina de bauxita também na Austrália, que deve estar pronta em 2019 e mira na demanda crescente da China por alumínio. “Eu espero que Jacques e sua equipe irão levar esses projetos adiante”, Walsh disse a repórteres após uma reunião com acionistas na quinta-feira. “Estamos bem posicionados para agir de forma contracíclica durante este ciclo.” A companhia tem sido criticada, nos últimos anos, por sua forte dependência do minério de ferro, que em dezembro caiu ao menor preço em quase uma década. A estratégia, portanto, parece focada também nesse segundo objetivo. Aos repórteres, Walsh disse que está “um tanto negativo” em relação ao mercado de minério de ferro, contrastando com parte dos analistas que acreditam que os preços da commodity já atingiram o fundo do poço. A cotação do minério de ferro subiu a US$ 61 por tonelada métrica, após ter ficado abaixo de US$ 37 em dezembro. Fonte: Dow Jones Newswires.