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Futebol em tempos de pandemia: Flamengo x Barcelona leva torcida de volta ao ‘velho normal’ no Maracanã

Apesar das orientações do clube e autoridades, Maracanã viveu ambiente típico do "mundo pré-coronavírus", com aglomerações de torcedores e desrespeito às restrições sanitárias

Futebol em tempos de pandemia: Flamengo x Barcelona leva torcida de volta ao ‘velho normal’ no Maracanã

A pandemia do coronavírus alterou a rotina e impôs novos hábitos a todos setores da sociedade desde 2020. Não seria diferente na volta dos torcedores aos estádios do Rio de Janeiro, em movimento capitaneado pelo Flamengo.

O primeiro jogo com grande presença do público ao Maracanã, nesta quarta diante do Barcelona (EQU), pela Libertadores, levou parte da torcida de volta ao “velho normal” do Maracanã, apesar das orientações do clube e Prefeitura.

O apoio da torcida, que ‘inflamou” o time e trouxe ao jogo uma atmosfera tão especial, dividiu as atenções com a quebra de protocolos em parte do estádio.

– Foi tranquilo (o acesso ao estádio), mas é difícil controlar. A gente vê que ali atrás do gol muita gente não respeitou o distanciamento. A saudade era grande, ainda mais para os fanáticos – afirmou o rubro-negro Marco Aurélio, que assistiu a partida no Setor Leste, ao L!, antes de relatar a sua experiência:

– Aqui me senti seguro. A entrada estava organizada. Onde me sentei as cadeiras estavam alternadas e o pessoal respeitou o distanciamento – disse.

ORIENTAÇÕES NÃO BARRAM ‘VELHO NORMAL’

Depois dos 6.446 torcedores presentes diante do Grêmio, há uma semana, a expectativa por um público maior se confirmou: 23.083 pessoas foram ao Maracanã. O reforço na equipe de orientação e a operação montada pelas autoridades e clubes para a realização do jogo não foram suficientes, contudo.

Por um lado, a tranquilidade no acesso ao estádio se repetiu. O bloqueio das vias e as barreiras nos arredores do Maracanã fizeram o filtro. Só foi permitido entrar no perímetro com a apresentação do ingresso retirado previamente.

Entre agentes de segurança pública (Polícia Militar, Guarda Municipal e Secretaria Municipal de Ordem Pública, entre outros) e stewards, foram mais de 1.000 pessoas orientando o público dentro e fora do Maracanã. O recado era simples: “o uso de máscara é obrigatório antes, durante e depois da partida”.

A presença da Vigilância Sanitária fez com que bares ficassem fechados e poucos ambulantes circulassem dentro das barreiras. Fora do perímetro, a torcida se concentrou nos bares até a hora da entrada. Inevitavelmente, as filas se formaram nas barreiras à medida que o pontapé inicial se aproximava.



Dentro do estádio, apesar dos pedidos dos mais de 550 orientadores divididos nos quatro setores, o “velho normal” também se fez presente. Com os bares em pleno funcionamento e a liberação de consumo nas arquibancadas, muitos torcedores deixaram de usar as máscaras ainda antes do jogo, mesmo com a insistência dos stewards, que reforçavam o pedido ao ver alguém desprotegido.

– Tinha o tempo todo alguém pedindo para levantar a máscara caso alguém tivesse sem ingerir nada. Achei bem seguro – disse a torcedora Letícia Inácio.

As maiores cenas de aglomeração foram vistas no Setor Norte, onde a torcida do Flamengo habitualmente se concentra na parte superior da arquibancada.

RETIRADA DE INGRESSO VIRA ‘DOR DE CABEÇA’

Na Sede da Gávea, nas bilheterias do Maracanã e no Sambódromo, filas se formaram desde as primeiras horas da manhã com os torcedores munidos dos necessários comprovante de vacinação, exames e voucher do ingresso. O LANCE! ouviu torcedores que elogiaram a organização das filas, mas também houve quem reclamasse da lentidão do sistema e relatos de até 3h de espera.

No Sambódromo, as filas se estenderam até a hora do jogo, sendo o local um dos únicos abertos após às 16h. Entre esses, era o mais próximo do Maracanã.

Cabe ao clube tirar lições desses primeiros eventos-teste – contra o Grêmio, pela Copa do Brasil, e Barcelona, pela Libertadores – para que os problemas não se repitam a ponto da experiência de quem vai ao Maracanã ser negativa, além de custosa. O ticket médio pago foi de R$ 183 – além do exame exigido.

Para a Secretaria Municipal de Saúde, que autorizou a realização dos eventos nestes moldes, cabe acompanhar e, com transparência, divulgar os casos de Covid-19 nas pessoas que estiveram no Maracanã nesta quarta, a fim de avaliar qual o impacto de acontecimentos como esse na cidade em meio à pandemia.

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