Furacão Erin ganha força rumo às Bahamas

O furacão Erin ganhou força nesta segunda-feira (18) no Caribe e dirige-se para as Bahamas com ventos sustentados e chuvas intensas, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).

Erin, o primeiro furacão da temporada no Atlântico Norte, alcançou a categoria 4 de 5 na escala de Saffir-Simpson e continuará se intensificando e expandindo nas próximas horas.

Com ventos de até 220 km/h, atualmente está sobre a ilha Grand Turk, no arquipélago britânico das Ilhas Turks e Caicos, e continua seu avanço rumo às Bahamas.

Espera-se que nesta segunda-feira cause fortes chuvas nessas regiões, assim como no Haiti e na República Dominicana, advertiu o NHC, que alertou sobre o risco de inundações.

Durante o fim de semana, Erin aproximou-se do norte das Pequenas Antilhas e de Porto Rico, causando danos materiais.

Em Porto Rico, um território americano com mais de 3 milhões de habitantes devastado em 2017 pelo furacão Maria, casas e estradas ficaram inundadas.

Os fortes ventos também derrubaram árvores e deixaram cerca de 150 mil residências sem eletricidade no domingo. A companhia local de energia elétrica Luma informou que havia restabelecido o serviço para 96% de seus clientes nesta segunda.

O NHC prevê que Erin siga uma trajetória ao noroeste, passando no meio desta semana entre a costa leste dos Estados Unidos e as Bermudas.

O furacão Erin deve “crescer de maneira bastante espetacular”, declarou Michael Brennan, diretor do NHC.

“Isso criará condições marítimas muito perigosas em toda a parte ocidental do Atlântico e aumentará o risco de ondas e correntes perigosas e potencialmente letais em quase toda a costa leste dos Estados Unidos”, advertiu.

Também são temidas enchentes costeiras, especialmente em um grupo de ilhas localizadas perto da costa da Carolina do Norte. Como medida preventiva, ordens de evacuação foram emitidas em algumas áreas.

Erin intensificou-se durante o fim de semana, alcançando o nível 5, o máximo da escala de Saffir-Simpson, pouco mais de 24 horas depois de ter sido classificado como categoria 1.

– Temporada mais intensa –

A temporada de furacões no Atlântico Norte, que se estende do início de junho até o final de novembro, deve ser este ano mais intensa que o normal, segundo previsões das autoridades meteorológicas americanas.

Em 2024, a região foi atingida por várias tempestades mortais, incluindo o furacão Helene, que causou mais de 200 mortes no sudeste dos Estados Unidos.

Este ano, prevê-se que a atividade tropical seja elevada devido a uma combinação de temperaturas da superfície do mar mais quentes que a média no Atlântico tropical e no Caribe, junto com uma monção ativa na África Ocidental, disse a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA).

Cientistas concordam amplamente que as mudanças climáticas causadas pela atividade humana estão intensificando os ciclones tropicais.

Os oceanos mais quentes liberam mais vapor de água, provocando ventos mais fortes, enquanto uma atmosfera mais quente retém mais umidade, intensificando as chuvas.

Por outro lado, o aumento do nível do mar – já aproximadamente 30 centímetros mais alto do que há um século – amplifica as ressacas e as inundações costeiras.

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