Economia

Fundo de resgate europeu aprova criação de linhas de crédito anticoronavírus

Fundo de resgate europeu aprova criação de linhas de crédito anticoronavírus

Funcionário do aeroporto internacional de Riga descarrega material médico, em 10 de abril de 2020 - AFP/Arquivos


O Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), o fundo de resgate da zona do euro, aprovou nesta sexta-feira a criação de linhas de crédito projetadas pelos países do euro para cobrir sua primeira resposta à pandemia.

“Nos próximos dois anos e meio, o MEE terá 240 bilhões de euros para ajudar seus membros a combater a crise da pandemia”, disse Mário Centeno, presidente do conselho de governadores, após a aprovação.

Os 19 países do euro poderão emprestar até 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional deste órgão intergovernamental, que já havia gerenciado resgates de países como a Grécia em troca de duras reformas.

Diferentemente dessa época, os países europeus concordaram em não impor agora condições à concessão de empréstimos e pretendem financiar despesas diretas e indiretas ligadas à crise da saúde.

No caso da Itália e da Espanha, que foram particularmente afetadas pela crise do novo coronavírus, o empréstimo pode representar cerca de 36 e 25 bilhões de euros, respectivamente.


+ Após cobertura ser arrematada em leilão, Carlinhos Mendigo se recusa deixar propriedade
+ Mulher desaparecida é encontrada dentro de cobra píton
+ Furão é estrela de vídeo que recria cenas do filme Ratatouille



O apelo do uso do MEE é a baixa taxa de juros dos empréstimos de 10 anos, de acordo com o diretor-geral, Klaus Regling, para quem a Itália poderia economizar 7 bilhões de euros em juros e a Espanha, 2 bilhões.

No entanto, os países relutam em usar as linhas de precaução desse órgão com sede no Luxemburgo, temendo que os mercados financeiros os classifiquem como países com falta de liquidez.

Antes de uma reunião do Eurogrupo, a ministra da economia espanhola, Nadia Calviño, não confirmou nesta sexta-feira se a Espanha, cuja economia poderá recuar 9,4% do PIB em 2020, recorrerá ao MEE.

“Neste momento, nosso custo de financiamento nos mercados financeiros é muito favorável”, disse Calviño a repórteres, especificando que uma decisão a esse respeito será tomada “com base no interesse geral”.

A Espanha, contudo, demonstrou interesse no uso do instrumento de apoio temporário para mitigar os riscos de desemprego, o SURE, aprovado pelos embaixadores europeus em Bruxelas nesta sexta-feira.

Este mecanismo, que o Conselho da União Europeia (UE) deve aprovar formalmente, disponibilizará até € 100 bilhões em empréstimos concessionais para despesas relacionadas a planos parciais de desemprego.

“Nossa disposição é usá-lo assim que virmos as condições e também a contribuição das garantias dos Estados membros”, afirmou Calviño. O SURE deve estar operacional até o final de 2022.

Veja também

+ Receita simples de bolo Red Velvet
+ Yasmin Brunet comemora vitória de Gabriel Medina
+ Receita de panqueca americana com chocolate
+ Receita rápida de panqueca de doce de leite
+ Contran prorroga prazo para renovação da CNH
+ Receita de moqueca de peixe simples e deliciosa
+ 5 benefícios do jejum intermitente além de emagrecer
+ Cinema, sexo e a cidade
+ Truque para espremer limões vira mania nas redes sociais
+ Estudo revela o método mais saudável para cozinhar arroz
+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago
+ Sucuris gigantes são flagradas em expedições de fotógrafos no MS