Comportamento

Fundo das Nações Unidas lança símbolo ⓑ pelo direito ao corpo diante da violência cibernética

Fundo das Nações Unidas lança símbolo ⓑ pelo direito ao corpo diante da violência cibernética

Uma manifestação convocada em Lima, em 27 de novembro de 2021, para comemorar o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher - AFP


Da mesma forma que os criadores de obras têm seus direitos autorais e as empresas seus próprios logotipos, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) quer que as mulheres tenham direito a seus corpos. Para isso, criou o símbolo ⓑ contra a violência nas redes.

O símbolo será utilizado em elementos na web que exponham mulheres, jovens, minorias raciais e étnicas, além da comunidade LGBtQ +, que são especialmente “desvalorizadas, exploradas e violadas” neste espaço.

A organização lançou uma campanha global nesta quinta-feira (2) para aumentar a conscientização sobre esses abusos e acabar com a violência contra as mulheres até 2030.

“Todos têm o direito de viver sem medo e sem violência, tanto online quanto offline”, disse à AFP a diretora executiva da organização, a médica panamenha Natalia Kanem.

“A esfera digital é nova e seguem em expansão para a violência de gênero”, em um mundo cada vez mais conectado, no qual as pessoas passam cada vez mais tempo na internet, especialmente desde a pandemia covid-19, lembrou a médica. Este ambiente traz perigos tanto para a saúde mental, emocional e física, quanto profissional, segundo a chefe da agência da ONU dedicada a preservar a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos e acabar com a violência de gênero.

“É hora de empresas de tecnologia e políticos levarem a sério a violência digital”, disse ela, destacando que ciberataques, mensagens de ódio, divulgação e uso fraudulento de fotos e vídeos são frequentes na Internet.

Para Kanem, logotipos corporativos e direitos autorais “têm maior proteção na Internet do que os seres humanos”. De acordo com uma pesquisa da Economist Intelligence Unit, 85% das mulheres com acesso à Internet testemunharam violência online contra outras mulheres e 38% a experimentaram pessoalmente.

Cerca de 65% das mulheres sofreram cyberbullying, mensagens de ódio e difamação e 57% sofreram ‘astroturfing’. Em muitos países, não há legislação para limitar esses fenômenos.

Qualquer pessoa que tentar remover imagens abusivas de si mesma descobrirá que tem poucos direitos e aqueles que tentarem defendê-los enfrentarão um processo longo e doloroso, observa o UNFPA.

No entanto, isso não acontece com os direitos autorais de música ou filmes, já que as plataformas os retiram imediatamente.


Saiba mais
+ Andressa Urach pede dinheiro na internet: ‘Me ajudem a pagar a fatura do meu cartão’
+ O que se sabe sobre a flurona?
+ Truque para espremer limões vira mania nas redes sociais
+ IPVA 2022 SP: veja como consultar e pagar o imposto
+ Um gêmeo se tornou vegano, o outro comeu carne. Confira o resultado
+ Reencarnação na história: uma crença antiquíssima
+ SP: Homem morre em pé, encostado em carro, e cena assusta moradores no litoral
+ Horóscopo: confira a previsão de hoje para seu signo
+ Veja quais foram os carros mais roubados em SP em 2021
+ Expedição identifica lula gigante responsável por naufrágio de navio em 2011
+ Tudo o que você precisa saber antes de comprar uma panela elétrica
+ Agência dos EUA alerta: nunca lave carne de frango crua