Funcionários do Banco do Brasil decidiram encerrar a greve em diversas regiões do país nesta sexta-feira, 11, após a aprovação da proposta apresentada pela instituição para o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A paralisação havia começado na quinta-feira, 10, com adesão parcial dos trabalhadores, em meio às negociações da campanha salarial dos bancários.
Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a proposta foi aprovada em 116 bases sindicais, entre elas Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Pernambuco, Porto Alegre, Mato Grosso, Florianópolis, Alagoas, ABC Paulista, Rondônia, Sergipe e Campinas. Outras 18 entidades rejeitaram os termos negociados.
Com isso, os funcionários retomam as atividades nas regiões que aprovaram o acordo, enquanto a mobilização permanece nas bases que decidiram pela continuidade da greve.
O que prevê o acordo
Entre os principais pontos negociados está o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em até 72 horas após a assinatura do acordo.
O Banco do Brasil também concordou em abonar a paralisação realizada em 20 de agosto e estabeleceu um pagamento de R$ 3 mil como reconhecimento financeiro para cerca de 71,5 mil funcionários de unidades de negócios e apoio. O benefício está condicionado aos resultados do quarto trimestre de 2026 e, caso os critérios sejam atingidos, deverá ser pago em fevereiro de 2027.
Outro avanço ocorreu na licença-paternidade, que será ampliada dos atuais 20 para 35 dias.
O acordo também prevê mudanças relacionadas à Cassi, plano de saúde dos funcionários do BB. A instituição fará um adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal destinada ao Plano de Associados.
Também foi estabelecido um novo salário de referência para trabalhadores da central de relacionamento. O valor passará de R$ 4.795,12 para R$ 6.302,77 a partir de janeiro de 2027.
Greve continua em algumas regiões
Apesar da aprovação majoritária, a paralisação ainda não terminou em todo o país.
Na Paraíba, por exemplo, os funcionários decidiram nesta sexta-feira manter a greve por tempo indeterminado. Dos 504 bancários que participaram da votação, 51,79% optaram pela continuidade do movimento e 45,83% pelo encerramento.
Desde o início, a mobilização no Banco do Brasil apresentou adesão diferente entre as regiões. Em São Paulo, por exemplo, a operação não chegou a ser afetada pela greve iniciada na quinta-feira.
Os serviços digitais do banco, incluindo pagamentos, transferências e outras operações pelo aplicativo e internet banking, permaneceram disponíveis durante a mobilização.
Caixa mantém paralisação
Enquanto a maioria das bases do Banco do Brasil decidiu encerrar o movimento, funcionários da Caixa Econômica Federal permanecem em greve nacional.
A mobilização na Caixa está relacionada principalmente às negociações sobre o Saúde Caixa, além de reivindicações trabalhistas e econômicas. A instituição apresentou uma nova proposta aos empregados, que inclui pagamento de R$ 3 mil aos trabalhadores elegíveis, PLR e mudanças no limite de participação do banco no custeio do plano de saúde.