Economia

Funcionários da GM fazem primeira greve em 12 anos nos EUA

Funcionários da GM fazem primeira greve em 12 anos nos EUA

Unos 46.000 empleados de las 31 fábricas de GM en EEUU suspendieron tareas el 16 de setiembre de 2019 - AFP

Milhares de funcionários da General Motors iniciaram, nesta segunda-feira, uma greve, em meio às negociações para um novo acordo coletivo.

A produção de automóveis ficou completamente parada nos Estados Unidos, disse à AFP Brian Rothenberg, porta-voz do UAW, poderoso sindicato do setor automotivo, que convocou a primeira greve desde 2007.

“Estamos em greve desde meia-noite”, disse Rothenberg.

Cerca de 46 mil funcionários das 31 fábricas da GM, a maior fabricante de automóveis dos Estados Unidos, suspenderam os trabalhos. O movimento é acompanhado de perto pelos políticos a um ano da campanha eleitoral na qual o emprego será um dos temas em discussões.

Rothenberg indicou que o diálogo entre GM e UAW se mantém.

Ambas as partes discutem desde julho um novo contrato de trabalho para os próximos anos. Esse contrato deverá substituir o que expirou no sábado e servirá de base para os que devem ser negociados na Ford e na Fiat Chrysler.

As tratativas na GM estão em ponto morto. “Acordamos apenas 2% das disposições do novo contrato e ainda resta chegar a um consenso sobre os 98%, disse Rothenberg.

Os dois lados discordam especialmente acerta de salários, plano de saúde, estatuto de funcionários temporários e segurança do emprego.

“Apresentamos uma oferta sólida para melhorar os salários e lucros e aumentar os empregos americanos de forma substancial”, disse à AFP um porta-voz da GM. “Negociamos de boa-fé”, acrescentou.