Em Cartaz

Frejat canta tranquilo ao redor do precipício

No primeiro álbum solo após a sua saída do Barão Vermelho, o músico carioca encontra voz própria em uma sonoridade bem distante da antiga banda

Crédito: Divulgação

DESAFIO Roberto Frejat: “o importante é não soar datado” (Crédito: Divulgação)

Depois de doze anos sem lançar nada inédito, Frejat está de volta com  “Ao Redor do Precipício”. O nome do seu quarto álbum solo soa apocalíptico, mas, apesar de vir a público durante a pandemia, traz o artista em um ambiente bastante seguro. É o primeiro lançamento depois que deixou o Barão Vermelho, mas a banda parece ter ficado em um passado bem distante. Frejat já está em outra, é um artista com voz própria, longe do papel exigido de um guitarrista que faz parte de um grupo de músicos. Ironicamente, montou um time de peso para potencializar o repertório: os músicos e produtores Kassin, Humberto Barros e Maurício Negão. “O desafio do artista que tem uma carreira longa é não soar parado no tempo, mas também não parecer que quer se adequar ao som do momento”, define. Isso não quer dizer que o álbum não traga novidades. “E Você Diz”, parceria com Jards Macalé e Luiz Melodia, falecido em 2017, é experimental e bem diferente do que se espera de Frejat. “A Sua Dor é Minha”, parceria com Alice Caymmi, traz Frejat mais “crooner”, o oposto do guitarrista que injetou blues no rock carioca nos tempos de Cazuza. O álbum tem pouco rock, mas ele não parece preocupado: está confortável ao redor do precipício porque sabe que artistas com voz própria não correm o risco de despencar.

 

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