A semana

Francisco escreve certo por linhas tortas

Crédito: Reuters / Fotoarena

FÉ E POLÍTICA Wilton Gregory, primeiro arcebispo negro americano a se tornar cardeal: crítico implacável de Donald Trump (Crédito: Reuters / Fotoarena)

RELIGIÃO

Às vésperas da eleição presidencial nos EUA, o papa Francisco mandou por linhas tortas (porque é assim, segundo o catolicismo, que Deus escreve certo) um recado para os americanos: não é o presidente republicano Donald Trump, que tenta uma segunda temporada na Casa Branca, quem conta com a sua simpatia. O que fez o jesuíta Francisco? Nomeou treze novos cardeais, de oito países, e naquilo que diz respeito aos EUA o escolhido foi o arcebispo de Washington, Wilton Gregory — ele se torna, assim, o primeiro negro americano a ingressar no Colégio Cardinalício.

“O governo americano é agressivo à população socialmente mais frágil.
A Igreja defende as relações internacionais e a inclusão”
Francisco Borba, coordenador do Núcleo de Fé da PUC

Recentemente, Gregory criticou duramente Trump pelo fato de ele fazer um ato político diante da igreja Saint John. Trump, na ocasião, deixou de criticar uma série de mortes de negros promovidas por policiais brancos. Nesse ato, o presidente ergueu uma Bíblia e, na sequência, ordenou dura repressão contra manifestações que condenavam o racismo. O arcebispo Gregory é agora elegível para integrar o conclave que definirá o sucessor de Francisco após a sua morte. Com a escolha de um negro, que desagradou setores do Vaticano, Francisco mostrou indiretamente que gostaria de ver Joe Biden como novo presidente dos EUA e, ao mesmo, evidencia a sua vontade de que a Igreja Católica dê sequência à série de reformas que ele introduziu, buscando sempre adequá-la aos tempos atuais na busca de mais fiéis — historicamente uma das principais missões dos jesuítas.

ASTRONOMIA

Satélite natural de água

REVELAÇÕES A Lua e seu polo sul (no detalhe): Se existe água, existe vida bacteriana (Crédito:Calla Cofield)

A conceituada revista científica “Nature Astronomy” publicou dois estudos revelando uma descoberta “inequívoca”: existe água na Lua. Isso tem implicações para futuras missões espaciais ao satélite natural da Terra e ajudará na conquista de Marte. A água se localiza, sobretudo, no polo sul lunar — região fria e escura. Seguindo-se o princípio científico de que onde há água há vida, pode-se arriscar (pode-se?) que existe essa forma de vida na Lua — seres que resistem a locais inóspitos. Também nas partes mais quentes e claras foi detectada a presença de água congelada. Acredita-se que cerca de quarenta mil quilômetros quadrados da superfície do satélite tenham condições de armazenar água.

RIO DE JANEIRO

O hospital era um campo minado

“Uma moça pediu ajuda. Mandei tirar os carros daqui de dentro da loja de autopeças e cedi o espaço para as macas com pacientes” – José Paiva, proprietário da loja (Crédito:Fabiano Rocha / Agência O Globo)

Não há outra definição: é crime. Há cerca de um ano, vistoria de segurança feita no Hospital Federal de Bonsucesso, um dos maiores do Rio de Janeiro, deixou claro que havia “risco de curto-circuito, incêndio e inoperância do sistema elétrico”. Dado esse aviso, o fogo que na terça-feira 27 tomou conta de parte da unidade e que teria começado no subsolo, justamente na área a qual se referiu a vistoria, deixa de ser obra do acaso. Nada foi feito por parte do poder público para eliminar os riscos. Veio o fogo. Vieram quatro mortes de pacientes que não resistiram à remoção. Com a plavra Mônica Armada, presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Rio de Janeiro: “é um incêndio anunciado, reflexo do descaso do governo contra esse hospital de alta complexidade”. Na inspeção identificou-se ainda superaquecimento em transformadores. Também nenhuma providência foi tomada. O hospital não possui licença do Corpo de Bombeiros.

ADMINISTRAÇÃO

O erário é vendaval

O estudo chama-se “O peso do funcionalismo público no Brasil em comparação com outros países” e foi feito pela CNI. Mostra que despesas com servidores ativos e inativos no País estão entre as mais altas em relação ao PIB, quando comparadas com setenta nações. Em 2018, segundo a pesquisa, os gastos com o funcionalismo da União, dos estados e dos municípios corresponderam a 13,36% do PIB. O Brasil é o sexto colocado entre os que mais gastam com funcionário público. Em primeiro lugar coloca-se a Arábia Saudita. Dado relevante: funcionários do setor público federal ganham 67% a mais que os da inciativa privada.


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SAÚDE

A população merece

Devido à pandemia, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ordenou que todos os reajustes fossem suspensos entre setembro e dezembro. Agora, estuda-se a possibilidade desses reajustes serem parcelados ao longo do ano que vem. A pequena parte da sofrida população brasileira, que ainda consegue pagar um plano, merece essa providência.

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