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Francês com doença incurável aceita se alimentar após tentar se deixar morrer

Francês com doença incurável aceita se alimentar após tentar se deixar morrer

Alain Cocq, em 12 de agosto de 2020, em Dijon - AFP/Arquivos

O francês Alain Cocq, que sofre de uma doença incurável e tentou se deixar morrer, aceitou voltar a se alimentar – disse à AFP nesta quarta-feira (9).

“Já não conseguia mais levar essa luta”, disse Cocq, de 57 anos, no Hospital Universitário de Dijon, onde foi admitido na segunda-feira após quatro dias de interrupção de seu tratamento e alimentação.

Cocq disse à AFP que poderia voltar para casa “em 7 a 10 dias”.

“O tempo para me recuperar um pouco e montar uma equipe de hospitalização em casa”, afirmou.

Este ativista do direito de morrer com dignidade, que tem uma doença extremamente rara que obstrui suas artérias e lhe causa um sofrimento intenso, havia suspendido todo tratamento e alimentação na noite de sexta-feira.

Acamado e sofrendo o martírio da doença que o consome há anos, ele recorreu ao presidente Emmanuel Macron, pedindo-lhe que o ajudasse a morrer e que autorizasse um suicídio assistido por um médico.

Na noite de segunda-feira, Cocq sofreu muito e foi internado “depois de uma intervenção dos serviços de auxílio”, explicou Sophie Medjeberg, advogada e vice-presidente da associação Handi-Mais-Pas-Que, nomeada para ajudá-lo no final de sua vida.

Alain “está melhor; a luta continua, mas de outra forma”, disse à AFP Medjeberg, nesta quarta-feira.

Ao contrário de outros países europeus como Bélgica, ou Suíça, a eutanásia ativa, ou o suicídio ativo, são proibidos na França.

A lei francesa Claeys-Leónetti de 2016 autoriza somente a sedação profunda para pessoas que se encontram a poucas horas de uma morte certa.

Embora o próprio Cocq se considere “na fase final há 34 anos”, não pode provar que sua morte é iminente, mas espera que seu caso provoque um “eletrochoque” que permita “autorizar o suicídio assistido”.

O caso de Alain Cocq reacendeu a polêmica sobre a morte digna na França, como ocorreu com Vincent Lambert, um paciente em estado vegetativo que morreu em julho de 2019, após receber uma sedação profunda.

Desejada por sua esposa e por um sobrinho, a sedação era rejeitada pelos pais de Lambert.

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