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França prevê 2ª onda de Covid pior do que a registrada em março

PARIS, 26 OUT (ANSA) – O presidente do Comitê Científico Francês, Jean-François Delfraissy, afirmou em entrevista nesta segunda-feira (26) que o país terá uma segunda onda de casos do novo coronavírus (Sars-CoV-2) “pior” do que aquela vivida entre os meses de março a maio e que o país pode chegar a “100 mil casos por dia” se continuar no ritmo atual.   

“Esse vírus é muito difícil. Nós obtivemos muitas informações, mas não sabemos tudo. Essa segunda onda será provavelmente pior do que a primeira e o impacto sobre o sistema sanitário será imediato, nas próximas três semanas, nos serviços de emergência”, disse Delfraissy à “RTL”.   

O especialista disse que acredita que o país, que há quatro dias consecutivos vem batendo números acima dos 40 mil novos contaminados diariamente, já está vivendo uma época de “mais de 50 mil casos de coronavírus por dia, que pode chegar a 100 mil ao dia”.   

“Acredito que muitos de nossos cidadãos ainda não estão conscientes do que está acontecendo – e eu entendo, é bem difícil de aceitar. Mas, agora, precisamos ter uma visão que não seja só francesa, mas europeia. Não é um problema de gestão desse ou daquele país, mas essa onda está invadindo a Europa de maneira conjunta. O que está acontecendo é extraordinário, no lado negativo do termo”, pontuou.   

Questionado sobre o que fazer para evitar um novo lockdown nacional, como o realizado pelo governo entre março e maio, Delfraissy ressaltou que há “duas opções” na mesa: aumentar o “toque de recolher de maneira mais forte seja na questão de horários ou de território nacional” ou uma espécie de “lockdown menos duro”, ao estilo irlandês – que determinou o fechamento de bares, restaurantes e serviços não essenciais, liberando apenas o serviço de entrega ou de retirada.   

“No entanto, em ambos os casos, as escolas permanecerão abertas”, acrescentou.   

Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, a França tem 1.182.153 casos de Covid-19 até a manhã desta segunda-feira e 34.789 mortes. Os números ainda não contabilizam os dados de hoje, que são divulgados no início da noite pelo governo.   

O país vem apostando em medidas de toque de recolher em quase todo o território – atingindo cerca de 46 milhões dos seus 67 milhões de moradores. No entanto, os números de contaminações continuam subindo exponencialmente. (ANSA).   

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