PARIS, 27 MAR (ANSA) – Dois homens foram presos e indiciados nesta terça-feira (27) pelo assassinato da sobrevivente do Holocausto Mireille Knoll, de 85 anos, ocorrido na última sexta-feira (23) em Paris.
Os suspeitos foram indiciados por “assassinato relacionado com a religião da vítima, real ou imaginada”, inclusive, ambos também respondem por roubo com agravante e destruição de propriedade.
Na última sexta, Knoll foi encontrada morta após um incêndio no apartamento onde morava. Seu corpo tinha 12 feridas causadas por facadas, o que levantou a hipótese de homicídio. O crime foi condenado pelo presidente da França, Emmanuel Macron, e o ministro do Interior, Gérard Collomb. “Expresso minha emoção ante o horrível crime contra Knoll. Reafirmo minha determinação absoluta a lutar contra o antissemitismo”, escreveu o chefe de Estado no Twitter.
O caso é investigado como um ataque antissemita, já que a vítima era ameaçada por seu vizinho. Knoll conseguiu escapar da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial em 1942.
(ANSA)