França não pretende aderir a Conselho de Paz de Trump, diz mídia

PARIS, 19 JAN (ANSA) – A França não pretende aderir, no momento, ao Conselho de Paz para a Faixa de Gaza proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por “colocar em dúvidas questões importantes” ligadas às Nações Unidas.   

A informação foi publicada nesta segunda-feira (19) pela AFP, citando fontes próximas ao presidente francês, Emmanuel Macron.   

A negativa de Paris sobre a proposta, feita a diversos líderes mundiais, deve-se à “carta de princípios dessa iniciativa”, que segundo as fontes, “vai além do âmbito restrito de Gaza, contrariando as expectativas iniciais”.   

“Ela [a carta-convite] coloca em dúvidas questões importantes, em particular, ao respeito pelos princípios e pela estrutura das Nações Unidas, que não podem ser questionados em hipótese alguma”, alertaram as fontes em Paris.   

Ainda de acordo com a AFP, o Canadá avisou que “não irá pagar” para fazer parte de forma permanente do Conselho Executivo, cujo adicional é de US$ 1 bilhão.   

“O Canadá não pagará por um assento no conselho, nem isso nos foi solicitado no momento”, revelou uma fonte do governo à agência de notícias.   

O primeiro-ministro do país Mark Carney foi convidado por Trump para ocupar uma vaga inicial no Conselho Executivo, com duração de três anos. O premiê indicou que aceitaria a oferta primária.   

Já os membros que queiram garantir uma cadeira definitiva na proposta americana devem pagar a taxa bilionária.   

O convite também foi enviado à primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, que se demonstrou estar pronta a integrar a iniciativa; ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que ainda avalia a indicação, assim como seu homólogo russo, Vladimir Putin. Já o chefe de Estado argentino, Javier Milei, afirmou “ser uma honra” ter sido lembrado como convidado.   

(ANSA).