França investiga morte de bebê após consumo de leite infantil

A Justiça francesa abriu uma investigação após a morte, no início de janeiro, de um bebê que consumiu leite infantil da Nestlé, retirado do mercado por “possível contaminação”, anunciou nesta quinta-feira (22) a Procuradoria.

A Nestlé, gigante suíça da indústria alimentícia, começou a retirar há várias semanas leites infantis das marcas Guigoz e Nidal devido à possível presença da bactéria “Bacillus cereus”, capaz de provocar diarreia e vômitos, às vezes com complicações graves.

O bebê que morreu consumiu entre 5 e 7 de janeiro leite da marca Guigoz, “objeto de retirada do mercado por possível contaminação pela bactéria ‘Bacillus cereus'”, informou Renaud Gaudeul, procurador de Bordeaux, no sudoeste da França.

O Ministério Público solicitou análises para determinar a presença ou não da bactéria no leite e uma autópsia do bebê, nascido em 25 de dezembro e morto em 8 de janeiro no hospital.

Nas últimas semanas, tanto a Nestlé quanto a francesa Lactalis, líder mundial do setor lácteo, retiraram lotes de leite infantil em vários países, incluindo Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru e Uruguai.

Segundo o Ministério da Agricultura da França, as retiradas se devem a “uma matéria-prima fornecida por um mesmo produtor na China”.

De acordo com a associação Foodwatch, trata-se de um dos poucos fornecedores no mundo de ácido araquidônico, uma substância sintética fortemente regulamentada na Europa e que integra a composição de alguns leites infantis por ser fonte de ômega-6.

A ONG anunciou na quarta-feira que apresentará uma denúncia para “lançar luz” sobre essas retiradas, afirmando que “milhões de bebês no mundo foram afetados”.

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