O capitão do petroleiro “Grinch” – interceptado na quinta-feira pela Marinha Francesa e suspeito de fazer parte da “frota fantasma” russa – foi colocado em prisão preventiva, anunciou neste domingo (25) a Procuradoria de Marselha.
A embarcação foi interceptada em águas internacionais entre a Espanha e o norte da África e escoltada até o Golfo de Fos, onde chegou no final da tarde de sábado.
Suspeita-se que o “Grinch” pertença à “frota fantasma”, composta por navios que permitem à Rússia exportar petróleo, contornando as sanções impostas pelas potências ocidentais e seus aliados após a invasão da Ucrânia.
O capitão do navio é um “cidadão indiano de 58 anos”, afirmou a Procuradoria, acrescentando que a tripulação, “também de nacionalidade indiana”, permanece a bordo enquanto as investigações prosseguem “com o objetivo de verificar a validade da bandeira do navio” e dos documentos de navegação necessários.
A Procuradoria de Marselha, que abriu uma investigação preliminar na quinta-feira, 22 de janeiro, realizará uma série de inspeções na embarcação em colaboração com a seção de investigação da gendarmaria marítima de Toulon e o Centro de Segurança Marítima de Marselha.
Quando a Marinha francesa abordou o navio em uma espetacular operação de comando, o presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que o petroleiro estava sob “sanções internacionais” e era “suspeito de navegar sob bandeira falsa”, e que a abordagem foi realizada com o apoio de vários “aliados”.
“Não deixaremos passar nada”, declarou Macron esta semana. “As atividades da ‘frota fantasma’ ajudam a financiar a guerra de agressão contra a Ucrânia”, acrescentou.
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