Fragmentação da vegetação nativa avança e ameaça biodiversidade brasileira

Levantamento do MapBiomas mostra aumento no número de fragmentos de vegetação entre 1986 e 2024

Fragmentação da vegetação nativa avança e ameaça biodiversidade brasileira

O Brasil registrou um aumento expressivo na quantidade de fragmentos de vegetação nativa nas últimas décadas, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo MapBiomas.

O levantamento mostra que o número de áreas isoladas passou de 2,35 milhões, em 1986, para 3,41 milhões, em 2024.

Embora a área total classificada como vegetação fragmentada tenha diminuído 43% no período, a quantidade de trechos separados aumentou.

O cenário indica que a vegetação remanescente está cada vez mais dividida em pequenas porções.

Por que a fragmentação preocupa?

A fragmentação acontece quando áreas contínuas de vegetação são divididas por atividades humanas, como agricultura, pecuária e urbanização.

Com a separação dos ambientes naturais, animais encontram maiores dificuldades para circular entre diferentes áreas.

O processo também prejudica a dispersão de sementes e pode reduzir a diversidade genética das espécies.

Esses efeitos aumentam a vulnerabilidade de populações de animais e plantas, especialmente em regiões onde restam pequenos trechos de vegetação.

Mata Atlântica é o bioma mais afetado

Segundo o MapBiomas, a Mata Atlântica concentra aproximadamente 1,38 milhão de fragmentos de vegetação nativa.

O Cerrado aparece em seguida, com cerca de 957 mil áreas separadas.

Na Mata Atlântica, o tamanho médio dos fragmentos é de 25 hectares.

Os resultados reforçam a importância de políticas de conservação e recuperação de corredores ecológicos, capazes de conectar áreas naturais e facilitar a circulação das espécies. Agência Brasil

Da IstoÉ