Pelo menos 14 pessoas morreram e mais de 400 ficaram desabrigadas devido às fortes chuvas em Juiz de Fora (MG), informaram as autoridades nesta terça-feira (24).
A Prefeitura indicou em sua conta na rede X que também há pessoas desaparecidas – sem especificar o número – em decorrência da tragédia, que incluiu o transbordamento de um rio, enchentes e deslizamentos de terra.
A mídia local noticiou 45 pessoas desaparecidas. Um porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais disse à AFP que “a princípio” confirmava essa informação, mas que ainda era muito cedo para dar um número exato.
– Bairros ilhados –
A prefeita Margarida Salomão (PT) declarou estado de calamidade pública na madrugada desta terça-feira devido à “gravíssima situação” causada pelas chuvas intensas e persistentes.
Este foi o fevereiro mais chuvoso já registrado em Juiz de Fora, cidade com aproximadamente 540 mil habitantes, segundo dados oficiais.
“Bairros estão ilhados” e a situação é “extrema”, afirmou Salomão, que indicou ter ocorrido pelo menos 20 deslizamentos de terra.
“A Defesa Civil estima que 440 pessoas” foram afetadas e estão recebendo apoio da Prefeitura para abrigo e acomodação temporários, acrescentaram as autoridades em comunicado.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a “inundações, soterramentos, risco estrutural em encostas e áreas próximas ao rio” Paraibuna, que transbordou, informou o tenente Henrique Barcellos, do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.
O Brasil sofreu diversas tragédias nos últimos anos ligadas a eventos climáticos extremos, desde enchentes e secas até ondas de calor intensas.
Em 2024, enchentes sem precedentes atingiram o sul, deixando mais de 200 mortos e 2 milhões de pessoas afetadas, em um dos piores desastres naturais da história do país.
Em 2022, outra forte tempestade deixou 241 mortos na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro.
Especialistas atribuem a maioria desses eventos aos efeitos da mudança climática.
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