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Força-tarefa da Lava Jato em Curitiba suprime sobrenomes de Maia e Alcolumbre em ação

Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba suprimiu sobrenomes dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, numa ação que investiga doações ilegais de campanha. Mas os procuradores negam terem investigado políticos com foro, de acordo com informações reveladas pelo site Poder 360 e divulgadas pelo G1.

Segundo a reportagem, os nomes sem os sobrenomes completos aparecem na denúncia da Lava Jato do Paraná oferecida à Justiça em dezembro de 2019.


Uma tabela sobre as doações eleitorais realizadas por empresas do grupo Petrópolis a pedido da empreiteira Odebrecht, em 2014, mostra que Rodrigo Felinto recebeu R$ 200 mil. O nome completo do presidente da Câmara é Rodrigo Felinto Ibarra Epitácio Maia.

A tabela também mostra doação de R$ 97,4 mil a David Samuel. O nome completo do presidente do Senado é Davi Samuel Alcolumbre Tobelem.

À época dos fatos, tanto Maia como Alcolumbre eram deputados federais e, portanto, já tinham foro no STF (Supremo Tribunal Federal), não podendo ser investigados pela primeira instância da Justiça.