Foragido, ‘arquiteto’ de Putin diz que não volta para Itália

BRESCIA, 5 JAN (ANSA) – O italiano Lanfranco Cirillo, conhecido como o “arquiteto” de Vladimir Putin, afirmou à ANSA nesta quinta-feira (5) que não pretende voltar para a Itália e responder judicialmente a diversas acusações de crimes fiscais e tributários.   

“A Rússia é minha casa. Aqui tenho meu trabalho, meus interesses e as minhas principais relações. No momento, não tenho motivo, sequer o desejo, de voltar para a Itália – visto o tratamento que me será reservado”, disse por telefone.   

Cirillo foi alvo de uma operação da Guarda de Finanças de Brescia em agosto do ano passado quando foram apreendidos cerca de 141 milhões de euros em bens móveis e imóveis, incluindo um helicóptero, joias, obras de artes feitas por Picasso, Cézanne e Kandinsky e dinheiro em espécie.   

Por conta disso, a partir de 23 de fevereiro, a Justiça de Brescia começará o julgamento contra ele – que é considerado foragido.   

“Me disseram que eu não tenho a possibilidade de pegar um voo para ir para a Itália porque há um mandado na Interpol em aberto contra mim, incluindo um alerta vermelho normalmente reservado para terroristas e narcotraficantes. Não entendo isso”, acrescentou.   

O empresário ainda afirmou que a justiça italiana sabe que ele mora em Moscou “e conhece perfeitamente o meu endereço”.   

O italiano ganhou o apelido de “arquiteto de Putin” por ter desenhado diversas residências famosas para aliados do presidente e o chamado “Palácio” do mandatário, uma residência privada considerada a maior de toda a Rússia na região de Krasnodar, na costa do Mar Negro. (ANSA).