Focus: mediana de IPCA 2026 passa de 4,17% para 4,31%, abaixo do teto da meta de inflação

A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu pela terceira semana consecutiva, de 4,17% para 4,31%, em meio às incertezas causadas pelo conflito no Oriente Médio, que levou a uma disparada dos preços do petróleo no mercado internacional.

A taxa está 0,19 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. Há um mês, era de 3,91%. Considerando apenas as 71 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 4,21% para 4,47% colada ao limite superior do alvo perseguido pelo Banco Central.

A projeção para o IPCA de 2027 aumentou de 3,80% para 3,84%. Há um mês, era de 3,79%. Considerando apenas as 69 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 3,81% para 3,93%.

O Banco Central prevê que o IPCA vai fechar 2026 em 3,9% e atingir 3,3% no terceiro trimestre de 2027 horizonte relevante da política monetária e no fim do ano que vem.

A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.

No Focus desta segunda-feira, 30, a mediana para o IPCA de 2028 aumentou de 3,52% para 3,57%, a segunda alta consecutiva. Um mês antes, era de 3,50%. A estimativa intermediária para o IPCA de 2029 permaneceu em 3,50% pela 30ª semana seguida.