A mediana do relatório Focus para o déficit primário do setor público consolidado em 2026 permaneceu em 0,50% do Produto Interno Bruto (PIB). Há um mês, era de 0,53%. A meta fiscal deste ano é de um superávit primário de 0,25% do PIB nas contas do governo central, com tolerância de 0,25 ponto porcentual do PIB para mais ou para menos.
Para 2027, a mediana para o déficit continuou em 0,42% do PIB. Há um mês, era de 0,40%. O alvo do próximo ano para o governo central é um superávit de 0,50% do PIB, também com intervalo tolerância de 0,25 ponto porcentual.
As projeções de fiscal do Focus costumam indicar déficits maiores do que a meta do governo por duas razões. Elas se referem ao setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e empresas estatais, exceto Petrobras e Eletrobras), enquanto o alvo vale apenas para o governo central. Além disso, vários gastos não são contabilizados na meta fiscal, como o pagamento de precatórios.
Nominal
A estimativa intermediária para o déficit nominal de 2026 passou de 8,58% para 8,60% do PIB. Há um mês, era de 8,60%. A mediana para o rombo nominal de 2027 continuou em 8,0% do PIB. Quatro semanas atrás, era de 7,85%.
O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. O resultado nominal reflete o saldo após o gasto com juros e outras despesas financeiras.
A mediana para a dívida líquida do setor público (DLSP) como proporção do PIB em 2026 se manteve em 70,0% do PIB. Há um mês, era de 70,32%. A estimativa intermediária para 2027 continuou em 73,85% do PIB. Quatro semanas atrás, estava em 73,80%.