Economia

FMI melhora previsão para economia global por expectativa sobre vacinação

FMI melhora previsão para economia global por expectativa sobre vacinação

Vista externa do edifício do Fundo Monetário Internacional (FMI), em 27 de março de 2020 em Washington - AFP

A expectativa de que a vacinação consiga controlar a pandemia e os efeitos dos planos de estímulo levaram o FMI a melhorar, nesta terça-feira (26), suas perspectivas de crescimento econômico global em 2021 para 5,5% (+ 0,3%) em relação aos dados de outubro, um aumento que também alcança a América Latina.

“Esses desenvolvimentos apontam para uma base mais sólida para as perspectivas globais para 2021 e 2022”, disse o Fundo Monetário Internacional (FMI) em uma atualização de seu relatório “Perspectivas Econômicas Mundiais” (WEO).

Segundo os cálculos da entidade com sede em Washington, a economia dos Estados Unidos se expandirá dois pontos percentuais a mais do que o esperado em outubro, com crescimento do PIB de 5,5% em 2021, e a China terá um crescimento de 8,1% este ano.

“A melhora nas perspectivas é especialmente marcada nas economias avançadas, um reflexo de estímulos fiscais adicionais, especialmente nos Estados Unidos e no Japão”, disse o FMI, acrescentando que isso se soma à expectativa de que haverá disponibilidade generalizada da vacina antes do esperado.

Um indicador importante dessa perspectiva melhorada é que os volumes do comércio global crescerão 8% em 2021, de acordo com o FMI, e depois se expandirão 6%, em 2022.


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Para 2022, o Fundo manteve seus cálculos de que a economia mundial crescerá 4,2%, mas a entidade alertou, no entanto, que essa previsão é marcada por “incertezas excepcionais” e que a recuperação é “incompleta” e “desigual”.

“Embora as recentes aprovações de vacinas aumentem as expectativas de uma mudança no rumo da pandemia este ano, novas ondas e novas variantes do vírus podem afetar as perspectivas”, alertou o FMI.

Economistas estimaram a contração da economia global em 2020 em 3,5%, longe das previsões mais sombrias feitas em junho – de uma queda de 5,2% no PIB no ano passado.

Para a América Latina, o Fundo apostou em um crescimento de 4,1% este ano, 0,5 ponto percentual a mais do que os cálculos do relatório anterior. Este desempenho é sustentado por revisões em alta de 0,8 pp no Brasil e no México, que crescerão 3,6% e 4,3%, respectivamente.

Uma região, cuja previsão para 2021 piorou pela onda atual que se abate sobre o continente, foi a Europa. O FMI reduziu suas projeções de crescimento para a zona do euro em 1,0 pp, para 4,2%.

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A Itália é o país, cuja projeção foi mais prejudicada, com um corte de 2,2 pp para um crescimento de 3%, seguida da Espanha, onde o FMI baixou suas projeções em 1,3 pp, para 5,9%.

Se compararmos as economias desenvolvidas, Estados Unidos e Japão alcançarão o patamar anterior à crise no segundo semestre de 2021, enquanto a zona do euro e o Reino Unido levarão até 2022 para chegar a esse ponto.

– Cicatrizes da crise –

 

O FMI informou que “o colapso severo de 2020 teve um forte impacto negativo sobre as mulheres, os jovens, os pobres e os trabalhadores informais e também sobre as pessoas empregadas em setores que dependem do contato”.

A entidade reiterou sua mensagem de que serão os países que mantiverem o apoio à economia que voltarão mais cedo à trajetória de crescimento.

O alerta é feito no momento em que o novo presidente dos Estados Unidos, o democrata Joe Biden, tenta aprovar um plano de alívio em massa para a economia, que perdeu nove milhões de trabalhadores desde fevereiro de 2020.

Além disso, o Fundo destacou que, entre as cicatrizes desta crise, está o retrocesso no combate à pobreza nas últimas duas décadas, com cerca de 90 milhões de pessoas podendo cair na pobreza extrema entre 2020 e 2021.

O FMI fez um apelo especial para fortalecer a cooperação multilateral, incluindo o apoio ao fundo de vacinação Covax, para que mais países tenham acesso à vacina contra a covid-19. Já são 2,1 milhões de mortes no mundo.

Também defendeu que, nos casos em que a dívida soberana de um país se torne insustentável, as nações que se beneficiam de um mecanismo pactuado a pedido do G-20 continuem a operar dentro dessa estrutura com seus credores.

Para o FMI, no contexto desta crise, a reestruturação da dívida de alguns países pode ser “inevitável”.

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