Economia

FMI diz que crescimento da China está desacelerando ‘visivelmente’

FMI diz que crescimento da China está desacelerando ‘visivelmente’

Moradora compra legumes em um mercado em Nanning, na região de Guangxi, sul da China, em 1º de novembro de 2021 - AFP


A China tem um papel importante a desempenhar na recuperação da economia da pandemia de covid-19, mas seu crescimento está desacelerando “visivelmente”, destacou nesta segunda-feira (6) o Fundo Monetário Internacional (FMI).

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, manteve uma reunião remota com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, e discutiu temas que foram da inflação à recuperação da pandemia, segundo um comunicado do Fundo.

“A China conseguiu uma recuperação verdadeiramente importante, mas o impulso de seu crescimento desacelerou visivelmente”, disse Georgieva.

“Visto que a China é um motor vital para o crescimento global, adotar medidas firmes para apoiar um crescimento de alta qualidade ajudará não só a China, mas o mundo”, acrescentou.

Em outubro, o FMI reduziu seus prognósticos para o crescimento da China devido a um recuo acelerado dos gastos públicos, prevendo uma expansão de 8% este ano e um crescimento de 5,6% em 2022.

Embora os números de 2021 sejam a maior taxa de crescimento de Pequim desde 2011, os analistas advertem que a China enfrenta uma fragilidade em seu setor imobiliário, assim como um aumento dos preços do carvão e uma escassez de componentes.

Georgieva acrescentou que Pequim fez “contribuições importantes” para expandir o acesso às vacinas para poder cumprir a meta de imunizar 40% da população mundial contra a covid-19 até o fim do ano e de 70% em meados do ano que vem.

Diante da continuação das disputas comerciais entre Washington e Pequim, a diretora-gerente do FMI também pediu “cooperação para reduzir as tensões comerciais e fortalecer o sistema comercial multilateral”, considerando-o “um motor essencial de crescimento e emprego”.

O FMI está pressionando o G20, grupo dos países mais ricos do planeta, incluindo a China, para ampliar e melhorar sua iniciativa de alívio da dívida, e advertiu na semana passada que muitos países enfrentam uma grave crise sem esta ajuda.

A Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida (DSSI) do G20 expira no fim do ano e Georgieva recebeu com satisfação o “compromisso contínuo com a China” no marco comum do grupo, que continua uma parte do alívio.


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