O Dia

Flu começa a ganhar nova identidade com saída de Diniz

Sob o comando do interino Marcão e sugestões do técnico Oswaldo de Oliveira, time mostra características diferentes

Mais pragmático, o Fluminense que empatou em 0 a 0 com o Corinthians, pela Copa Sul-Americana, surpreendeu até mesmo o técnico adversário. Ainda assim, é cedo para falar o quanto o time de Oswaldo de Oliveira será diferente em relação ao seu antecessor, Fernando Diniz. O novo treinador só comandará a primeira atividade amanhã — o elenco ganhou dois dias de folga — e terá quatro dias para preparar a equipe para a partida de volta. E o maior desafio será encontrar equilíbrio entre defesa e ataque.

“O Fluminense mudou totalmente sua característica. Oswaldo é mais na minha linha, convencional. Não dá para fazer mudança drástica, mas já teve diferença”, reconheceu Fábio Carille, técnico do Corinthians.

A postura mais defensiva no Itaquerão garantiu ao Tricolor não sofrer gol, algo que não acontecia há nove partidas. Entretanto, o time criou menos, quase não entrou na área e ficou com posse de bola inferior (45% contra 55%). Vale ressaltar o caráter decisivo do mata-mata, o que não garante que será sempre assim com Oswaldo.

No entanto, a atuação tricolor sob o comando do interino Marcão deu algumas pistas de como será. A primeira é a mudança no ataque, com Nenê de titular, Yony e Marcos Paulo movimentando-se e trocando de posições com mais frequência, sem que fiquem presos numa faixa. Mas não deu muito certo.

Na defesa, o Fluminense deixou de lado a marcação por pressão para esperar pelo Corinthians, algo que deve acontecer mais vezes. Nas substituições, mais pragmatismo, com a entrada de Caio no lugar de Danielzinho, o que deixou o meio de campo mais forte na marcação.

“Marcão mudou um pouco a maneira de marcar. A gente pressionava mais os adversários e ele achou melhor voltarmos o time inteiro para defender e deu certo”, analisou Nino.

Apesar das muitas diferenças, a tendência é que o Fluminense não perca as características que o acompanham desde o início do ano, com alguns ajustes. A saída de bola dos tempos de Diniz, com muitos passes, foi mantida, mas houve mais chutões, especialmente em tiros de meta.

“É muito difícil desapegar. São coisas que ficam no nosso subconsciente, de tanto ser treinado. O Oswaldo não quer que a gente desapegue. Posse de bola é importante para controlar o adversário. O jeito dele vai agregar com o nosso estilo”, opinou Igor Julião.