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Flórida, Georgia, Virginia: Trump acelera o ritmo a 40 dias das eleições

Flórida, Georgia, Virginia: Trump acelera o ritmo a 40 dias das eleições

Presidente de Estados Unidos, em 24 de setembro de 2020 em Jacksonville, Flórida. - AFP

A menos de 40 dias para as eleições nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump percorre o país de cima a baixo, na esperança de reduzir a vantagem que seu rival Joe Biden tem nas pesquisas.

A programação desta sexta-feira (25) é intensa: mesa redonda com “Latinos por Trump” em Doral (Flórida), discurso sobre a situação econômica dos afro-americanos em Atlanta (Geórgia), reunião de arrecadação de fundos no Trump Hotel (na capital, Washington DC) e um comício de campanha em Newport News (Virginia).

O objetivo do presidente republicano é cobrir todas as frentes, como fez com sucesso em 2016, mas também contrastar com o adversário democrata que optou por um ritmo bem menos frenético.

“O sonolento Joe Biden acabou de terminar suas atividades de campanha do dia”, brincou Trump na manhã de quinta-feira no Twitter. “Ele quer descansar!”, continuou.

“Nosso país não pode se dar ao luxo de ter um presidente de baixo consumo de energia em um momento emocionante, mas complexo”.

Biden, por sua vez, reagiu fortemente às declarações do presidente.

“Em que país vivemos? É uma piada. Quer dizer, em que país estamos? Ele diz as coisas mais irracionais”, apontou.

– “Magnífico lugar na Itália” –

No sábado, o presidente dos EUA terá outra chance de roubar os holofotes com o anúncio da Casa Branca de sua nomeação para a Suprema Corte para substituir a juíza Ruth Bader Ginsburg, uma ícone feminista que faleceu na semana passada.

Com maioria republicana no Senado, a confirmação da nomeação deve ser mera formalidade e Trump pode se orgulhar de ter colocado três juízes conservadores no tribunal superior americano, que tem nove juízes no total.

Dois candidatos aparecem como favoritos e Trump deve avaliar a melhor opção para galvanizar sua base eleitoral com a aproximação das eleições de 3 de novembro.

Amy Coney Barrett, de 48 anos, católica praticante, mãe de sete filhos, que se opõe ao aborto por convicção pessoal, pode impulsionar o eleitorado religioso conservador com o qual Trump contou há quatro anos.

Barbara Lagoa, 52 anos, nascida na Flórida, filha de pais que fugiram do regime comunista de Fidel Castro, é menos conhecida, mas seria um grande trunfo neste estado do sul que poderia, por si só, inclinar a eleição para um lado ou para o outro.

Nesse contexto, Trump não discute mais a pandemia do coronavírus, que já ceifou mais de 200 mil vidas nos Estados Unidos, e ressalta o quanto ela já pertence, segundo ele, ao passado.

“Não estamos fechando nada!”, disse na noite de quinta-feira de Jacksonville, Flórida, acusando seu rival de estar disposto a colocar a economia em risco.

Ao anunciar a chegada iminente de uma vacina e prever uma recuperação econômica espetacular, ele também zombou do vírus.

“Alguns chamam de coronavírus, te faz pensar em um lugar magnífico na Itália”, disse ele, rindo. “Mas não veio da Itália, veio da China.”

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