O ex-presidente Jair Bolsonaro foi levado nesta sexta-feira a um hospital de Brasília após apresentar quadro de febre, vômito e baixa oxigenação no sangue no complexo prisional da Papudinha, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado, disseram o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente, e o advogado Paulo Cunha Bueno, que representa Bolsonaro.
“Acabo de receber a notícia de que meu pai @jairbolsonaro está a caminho do hospital, mais uma vez. Informações preliminares de que acordou com calafrios e vomitou bastante”, escreveu Flávio em publicação no X.
Na mesma rede social, Cunha Bueno afirmou que Bolsonaro também apresentou baixa oxigenação no sangue, mas que o diagnóstico não foi concluído pela equipe médica que atende o ex-presidente de 70 anos.
O Presidente Bolsonaro foi conduzido ao Hospital DF Star em Brasília nessa manhã, após ter tido febre, crises de vômito e redução significativa de oxigenação no sangue. O diagnóstico ainda não foi concluído pela equipe liderada pelo Dr. Leandro Echenique.
A defesa tem insistido…
— Paulo Cunha Bueno (@paulocunhabueno) March 13, 2026
“O presidente Bolsonaro foi conduzido ao Hospital DF Star em Brasília nessa manhã, após ter tido febre, crises de vômito e redução significativa de oxigenação no sangue. O diagnóstico ainda não foi concluído pela equipe liderada pelo Dr. Leandro Echenique”, escreveu Cunha Bueno.
Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado imposta pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ex-presidente nega ter tentado um golpe de Estado e sua defesa afirma que ele é vítima de lawfare, quando a Justiça é usada para perseguir uma pessoa.
Em sua publicação, Cunha Bueno reiterou a defesa de que Bolsonaro seja colocado em prisão domiciliar, pedido que já foi rejeitado algumas vezes pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo sobre tentativa de golpe de Estado no STF.
“A defesa tem insistido reiteradamente na necessidade da transferência do presidente para a custódia domiciliar, diante de um quadro de saúde que demanda cuidados e precauções que jamais poderão ser dispensadas em qualquer estabelecimento prisional, por melhores condições que apresente”, disse o advogado.
“A situação de hoje, que traz um sintoma grave, foi reiteradamente vaticinada inclusive em laudos recentes que instruíram o último pedido de prisão domiciliar, o qual foi sumariamente negado pelo ministro relator.”
Em janeiro, Bolsonaro também foi levado para o hospital depois de sofrer uma queda na sala onde cumpria pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília antes de ser transferido para a Papudinha.
Bolsonaro passou por uma série de procedimentos médicos em dezembro do ano passado para tratar uma hérnia e crises de soluço. O ex-presidente foi esfaqueado no abdômen durante um evento de campanha em 2018 e tem um histórico de internações e cirurgias relacionadas ao atentado.