O senador e pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira, 16, que acionará o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a escola Acadêmicos de Niterói por ataques ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi dada em uma publicação nas redes sociais.
Flávio criticou o desfile e acusou o PT de cometer crimes no desfile. Além de ataques a Bolsonaro, o parlamentar diz que a agremiação atacou as famílias ao representar os conservadores em uma lata de conserva.
“Nossa ação contra os crimes do PT na Sapucaí, com dinheiro público, será protocolada rapidamente no TSE! Além dos ataques pessoais a Bolsonaro, eles atacaram o maior projeto de Deus na Terra: a FAMÍLIA! Vamos vencer o mal com o BEM!”, disse Flávio.
Nossa ação contra os crimes do pt na Sapucaí, com dinheiro público, será protocolada rapidamente no TSE!
Além dos ataques pessoais a Bolsonaro, eles atacaram o maior projeto de Deus na Terra: a FAMÍLIA!
Vamos vencer o mal com o BEM! pic.twitter.com/KOIPzUgw37
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) February 16, 2026
O enredo da escola foi uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e fez referências a Bolsonaro e ao ex-presidente Michel Temer. Em uma das alegorias, o palhaço Bozo – personagem popular usado como apelido ao ex-presidente – aparece preso, com uniforme de presidiário e a tornozeleira eletrônica danificada. A prisão de Bolsonaro, inclusive, se deu após o ex-chefe do Palácio do Planalto tentar tirar a tornozeleira em novembro do ano passado.
Houve também referência a Bolsonaro na comissão de frente da agremiação. Ao relembrar outros governos, a escola colocou mais um palhaço, desta vez fazendo um símbolo de arma com as mãos, marca que é de Bolsonaro. O ex-presidente Michel Temer (MDB) também aparece como referência na ala ao roubar a faixa presidencial de Dilma Rousseff (PT). O episódio faz alusão ao impeachment de Dilma, em 2016, em que a esquerda classifica como “golpe”.

Alegoria da escola Acadêmicos de Niterói faz referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso após ser condenado a 27 anos e três meses por participação na tentativa de golpe de Estado
Por fim, Jair Bolsonaro foi referenciado na música que embalou a escola durante o desfile. Em dado momento, o samba-enredo traz o termo “sem anistia”, em referência às acusações de tentativa de golpe de Estado que condenaram Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão. Atualmente, o ex-presidente cumpre pena no Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
O desfile rendeu críticas da oposição. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, por exemplo, relembrou que Lula chegou a ser preso por mais um ano após ser acusado de corrupção na Operação Lava Jato. Os processos contra o petista foram anulados no Supremo Tribunal Federal (STF).
Já o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) mandou indiretas sobre um suposto favorecimento a Lula. Na última semana, o TSE autorizou o desfile da escola, mas abriu margem para discussões sobre propaganda eleitoral antecipada em outro processo.
“Bolsonaro estaria preso, busca e apreensão no PL, apreensão no barracão da escola, apreensão dos carros alegóricos e o inegibilidade (sic) vitalícia”, declarou.