O senador Flávio Bolsonaro (PL) é apontado por 51% dos eleitores como o candidato com maior possibilidade de vencer o segundo turno da eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta sexta-feira (16). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 42%, enquanto 7% dos entrevistados não souberam responder.
O levantamento foi realizado entre os dias 13 e 15 de outubro, com 3 mil eleitores de todas as regiões do Brasil. A pesquisa tem margem de erro de 1,8 ponto percentual e nível de confiança de 95%.
Os resultados representam a percepção dos entrevistados sobre quem deverá vencer a disputa, e não necessariamente o candidato em quem pretendem votar no dia 25 de outubro, quando será realizado o segundo turno.
Expectativa de vitória de Lula cresce cinco pontos
Na comparação com a pesquisa anterior, realizada entre 5 e 7 de outubro, Lula apresentou crescimento de cinco pontos percentuais na expectativa de vitória.
O presidente passou de 37% para 42%, enquanto Flávio Bolsonaro registrou uma redução de três pontos, saindo de 54% para 51%.

Outros 7% não souberam responder na rodada mais recente.
Com a movimentação dos índices, a distância entre os dois candidatos caiu de 17 para nove pontos percentuais em pouco mais de uma semana.
Apesar da vantagem de Flávio na percepção dos entrevistados, os dois candidatos aparecem numericamente empatados na intenção de voto da pesquisa, indicador que mede a preferência eleitoral.
A diferença entre os dois resultados mostra que parte dos eleitores pode acreditar na vitória de um candidato mesmo declarando voto no adversário.
Eleitores de Flávio demonstram maior confiança na vitória
A pesquisa também avaliou a expectativa de resultado entre pessoas que afirmaram ter votado em cada candidato no primeiro turno.
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 92% acreditam que o senador vencerá a eleição. Outros 6% consideram Lula o provável vencedor, enquanto 2% não souberam responder.
No grupo que declarou voto em Lula no primeiro turno, 83% acreditam na vitória do presidente. Outros 10% apontam Flávio Bolsonaro como favorito e 7% não souberam responder.
O levantamento também identificou maior expectativa de vitória do candidato do PL entre eleitores de outros presidenciáveis que participaram do primeiro turno.
Entre aqueles que afirmaram ter votado em Augusto Cury, 59% consideram Flávio o provável vencedor. O percentual chega a 57% entre eleitores de Renan Santos e a 63% entre os que declararam voto em Ronaldo Caiado.
Rejeição dos candidatos permanece elevada
Além da expectativa de vitória, o PoderData/Aya investigou a rejeição dos dois concorrentes à Presidência.
Segundo a pesquisa, 46% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula de maneira alguma. No caso de Flávio Bolsonaro, o percentual é de 45%.
A rejeição ao presidente permaneceu no mesmo patamar registrado na rodada anterior, enquanto a do senador oscilou um ponto percentual para cima, passando de 44% para 45%.
O levantamento também perguntou sobre a disposição dos eleitores em votar em cada candidato.
Para 44% dos entrevistados, Lula é o único candidato em quem votariam, enquanto 7% afirmam que poderiam escolher o presidente.
Flávio Bolsonaro aparece como única opção para 43% dos participantes, e outros 7% dizem que poderiam votar no senador.
Os números indicam um eleitorado dividido e mostram que ambos enfrentam resistência significativa entre os entrevistados.
Pesquisa ouviu 3 mil eleitores em 644 municípios
O levantamento PoderData/Aya foi realizado por telefone, com entrevistas feitas por meio de celulares e linhas fixas.
Ao todo, foram ouvidas 3 mil pessoas em 644 municípios, distribuídos pelas 27 unidades da Federação.
A amostra considera características como sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04258/2026.
O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro. Até lá, os candidatos seguem em campanha em busca de votos, enquanto novos levantamentos poderão indicar mudanças no cenário eleitoral.
Da IstoÉ