Fiocruz alerta para aumento de três vírus respiratórios no Brasil

Boletim InfoGripe aponta crescimento de rinovírus, metapneumovírus e Sars-CoV-2; crianças e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) emitiu um alerta sobre o aumento da circulação de vírus respiratórios no Brasil. De acordo com o boletim InfoGripe divulgado nesta quinta-feira (8), os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao rinovírus, ao metapneumovírus e ao Sars-CoV-2 apresentam tendência de crescimento em nível nacional.

Apesar do avanço observado nos indicadores relacionados ao coronavírus, os pesquisadores destacam que o número de novos casos semanais de SRAG provocados pela covid-19 permanece baixo no país.

O levantamento também identifica sinais de aumento das ocorrências entre crianças e adolescentes, além de situações de alerta em diferentes estados brasileiros.

Fiocruz recomenda atenção à vacinação

Diante do cenário epidemiológico, os pesquisadores reforçam a importância de manter a vacinação atualizada, especialmente entre os grupos prioritários.

A orientação inclui a verificação das doses recomendadas contra a covid-19, como forma de reduzir o risco de complicações e hospitalizações.

Para as gestantes, o boletim também destaca a importância da imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), conforme as recomendações de saúde vigentes.

A vacinação é uma das principais medidas de prevenção contra formas graves de doenças respiratórias para as quais existem imunizantes disponíveis.

Casos apresentam crescimento entre crianças e adolescentes

Em todo o país, o InfoGripe identifica um leve sinal de retomada do crescimento dos casos de SRAG entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos.

Nas demais faixas etárias, os indicadores apresentam tendência de estabilização.

O boletim também aponta diferenças no comportamento dos vírus respiratórios em circulação.

Enquanto rinovírus, metapneumovírus e Sars-CoV-2 apresentam sinais de crescimento, os casos graves associados ao VSR e ao vírus influenza B estão em queda.

Já as hospitalizações provocadas pela influenza A permanecem estáveis, com níveis baixos de incidência.

Os dados indicam que diferentes agentes respiratórios apresentam comportamentos distintos, exigindo acompanhamento contínuo das autoridades de saúde.

Três estados apresentam aumento de casos graves

A análise regional aponta que Alagoas, Roraima e Sergipe apresentam incidência de SRAG em níveis classificados como alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas.

Nessas unidades da Federação, também foram identificados sinais de crescimento dos casos ao longo das últimas seis semanas.

O aumento ocorre principalmente entre crianças e adolescentes.

Em Alagoas e Sergipe, a elevação das ocorrências está associada à circulação do metapneumovírus.

Em Roraima, os dados disponíveis ainda não permitem identificar com segurança qual vírus está relacionado ao crescimento dos casos.

Outros cinco estados exigem atenção

Além das três unidades da Federação com tendência de crescimento, outros cinco estados apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco.

São eles:

  • Maranhão;
  • Mato Grosso;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Rio Grande do Sul;
  • Santa Catarina.

Apesar dos indicadores elevados, esses estados não apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo, conforme a análise do InfoGripe.

O monitoramento considera tanto a intensidade recente das ocorrências quanto a evolução dos casos ao longo das semanas epidemiológicas.

Cinco capitais estão em nível de alerta

O boletim da Fiocruz também identificou cinco capitais brasileiras com atividade de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas.

As cidades são Aracaju (SE), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), São Luís (MA) e Vitória (ES).

A classificação indica a necessidade de atenção aos indicadores epidemiológicos e ao comportamento dos vírus respiratórios nessas localidades.

A presença de uma capital em nível de alerta não significa, necessariamente, que os casos estejam aumentando, mas demonstra que a incidência recente merece acompanhamento.

Crianças pequenas e idosos concentram maior impacto

O levantamento também analisou os indicadores de incidência e mortalidade nas últimas oito semanas epidemiológicas.

Os resultados mostram que a SRAG continua provocando maior impacto nos extremos das faixas etárias.

As crianças de até 2 anos apresentam os índices mais elevados de incidência, enquanto a mortalidade é mais expressiva entre pessoas com 65 anos ou mais.

Esse comportamento reforça a vulnerabilidade de bebês, crianças pequenas e idosos às complicações causadas por infecções respiratórias.

O que é a Síndrome Respiratória Aguda Grave?

A Síndrome Respiratória Aguda Grave é uma condição caracterizada pelo agravamento de uma infecção respiratória, que pode comprometer a capacidade de respirar e exigir hospitalização.

A síndrome pode estar associada a diferentes agentes infecciosos, incluindo os vírus influenza, Sars-CoV-2, VSR, rinovírus e metapneumovírus.

Entre os sinais de gravidade estão dificuldade para respirar, desconforto respiratório e queda da oxigenação.

Pessoas que apresentam esses sintomas devem procurar avaliação médica, especialmente quando pertencem a grupos mais vulneráveis.

O acompanhamento realizado pelo InfoGripe permite identificar mudanças na circulação dos vírus e orientar medidas de prevenção e resposta dos serviços de saúde.

Da IstoÉ

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