O filho exilado do último xá do Irã instou neste domingo (1º) os iranianos a celebrarem a morte do líder supremo Ali Khamenei após os ataques dos Estados Unidos e de Israel, com “cânticos noturnos”, embora “preservando sua segurança”.
Em um comunicado em farsi e inglês na rede X, Reza Pahlavi, radicado nos Estados Unidos, afirmou que a morte de Khamenei no sábado, no primeiro dia da guerra, significa que o regime atual está agora em “seu último suspiro”.
Pahlavi, que não retornou ao Irã desde a revolução islâmica de 1979 que derrubou a monarquia e deu lugar a uma república teocrática, apresenta-se como a pessoa chamada a liderar uma transição democrática rumo a um país laico.
“Peço que, preservando sua segurança, expressem sua satisfação e apoio à aniquilação da República Islâmica por meio de cânticos noturnos, e que gritem suas demandas para o futuro do Irã”, escreveu Pahlavi, de 65 anos, na rede X, no segundo dia dos ataques dos Estados Unidos e de Israel.
“Minha força vem da sua força e do seu apoio”, escreveu.
Pahlavi instou os “funcionários restantes desta república do terrorismo” a entregarem o poder sem derramamento de sangue.
Ele também estendeu a mão aos iranianos fora do país, pedindo que intensifiquem seu apoio à derrubada do governo.
“Obriguem o mundo a ouvir o apoio do povo iraniano a esta intervenção humanitária e nossa exigência da queda total do regime”, assinalou Pahlavi.
A oposição iraniana continua dividida e Pahlavi recebeu críticas por seu apoio a Israel, após realizar uma visita em 2023 que fraturou uma tentativa de unificar os diferentes setores dissidentes.
Pahlavi tampouco jamais se distanciou do caráter autocrático do governo de seu pai. Mohammad Reza reinou no Irã entre 1941 e 1979, quando foi deposto com o advento da república islâmica. Partiu então para o exílio e morreu em 1980, no Egito.
Em uma coluna no Washington Post na noite de sábado, Reza Pahlavi havia agradecido ao presidente Donald Trump pelo ataque realizado horas antes e reafirmado que estava disposto a conduzir uma transição de poder no Irã.
Ele assegurou que se trataria apenas de um papel transitório, depois de ter sido criticado por aqueles que temem que restabeleça uma monarquia.
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