Herdeiro da antiga monarquia do Irã condena ataques contra vizinhos árabes

Reza Pahlavi tem se apresentado como uma alternativa em caso de queda do regime da República Islâmica

AFP
Reza Pahlavi vive nos Estados Unidos e não voltou ao Irã desde antes da Revolução Islâmica de 1979 Foto: AFP

O filho do falecido xá do Irã condenou nesta sexta-feira, 6, os ataques de Teerã contra seus vizinhos e afirmou que, no futuro, o país será um “verdadeiro parceiro” das nações da região.

Reza Pahlavi, que se apresentou como uma alternativa em caso de queda do regime da República Islâmica, afirmou na rede social X que os ataques com mísseis contra os países vizinhos do Irã no Golfo “são inaceitáveis” e condenou as ações.

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Pahlavi é filho do xá derrubado na revolução islâmica do Irã em 1979. “Voltaremos a ser verdadeiros parceiros”, prometeu.

Desde os ataque no último sábado, 28, Reza Pahlavi, de 65 anos e filho primogênito do último monarca do Irã, declarou apoio aos Estados Unidos e Israel, colocando-se à disposição para liderar uma transição de poder.

Assim que os bombardeios se iniciaram, Pahlavi gravou uma mensagem em persa direcionada ao povo iraniano: “A ajuda que o presidente dos Estados Unidos prometeu ao bravo povo iraniano acaba de chegar. Espero estar ao seu lado o mais breve possível para que, juntos, possamos retomar o Irã e reconstruí-lo”, afirmou.

Quem é Reza Pahlavi

Autointitulado príncipe, Reza reside nos EUA desde 1979, quando partiu para o exílio após a deposição de seu pai. Para seus apoiadores, Reza Pahlavi continua sendo o príncipe herdeiro do Irã. Já os críticos o acusam de ter pouco conhecimento da sociedade iraniana após 47 anos de exílio.

Historicamente, a importância do Irã está em sua posição geográfica estratégica entre a Rússia e o antigo Império Britânico, o que levou à ocupação do país por ambas as potências, interessadas especialmente nas reservas de petróleo. Foi nesse contexto de tensões que a dinastia Pahlavi, iniciada pelo avô de Reza há um século, deu um golpe e consolidou seu poder até ser derrubada em 1979 por uma coalizão entre esquerdistas, democratas e religiosos.

Embora a Revolução tenha começado com o poder fragmentado, em 1982 o aiatolá Khomeini consolidou-se como Líder Supremo. Após sua morte em 1989, assumiu Ali Khamenei, que governou por décadas sob uma política de ferrenha oposição à hegemonia estadunidense e israelense. Com a notícia da morte de Khamenei durante os ataques de sábado, o cenário político da região entrou em uma fase de incerteza.

* Com informações da AFP