Cultura

FIL começa no México com prêmio para Diamela Eltit e homenagem a Almudena Grandes

FIL começa no México com prêmio para Diamela Eltit e homenagem a Almudena Grandes

A escritora chilena Diamela Eltit, acompanhada pelo escritor nicaraguense Sergio Ramírez, recebe o Prêmio FIL de Literatura em Línguas Românicas no primeiro dia da Feira Internacional do Livro de Guadalajara, no México, em 27 de novembro de 2021 - AFP


Com um forte posicionamento da premiada escritora chilena Diamela Eltit contra a vitória de um candidato de extrema direita no primeiro turno das eleições presidenciais de seu país e uma homenagem à falecida autora espanhola Almudena Grandes, iniciou-se neste sábado (27), no México, a 35ª edição da Feira Internacional do Livro de Guadalajara (FIL).

A chilena aproveitou a tribuna da FIL para se posicionar enfaticamente contra Antonio Kast, que venceu as eleições de 21 de novembro no Chile e disputará a presidência no segundo turno, em 19 de dezembro, contra Gabriel Bórico, de esquerda.

“Hoje a força da extrema direita está lutando para governar o Chile. Estamos trabalhando intensamente para impedir um governo ganancioso baseado no desprezo”, declarou Eltit, vencedora do prêmio FIL de literatura em línguas românicas, o principal do evento.

Na inauguração, foi feito um minuto de silêncio em homenagem a Almudena Grandes, que morreu neste sábado de câncer em Madri. Ela foi lembrada pelos organizadores como uma “querida amiga”.

“Compartilhamos a dor de sua irreparável partida com sua família, com toda a comunidade literária, seus amigos, seus leitores”, disse a organização no Twitter.

A FIL, maior encontro editorial da América Latina, tem este ano o Peru como seu convidado de honra. “A literatura é uma ferramenta não só para nos redescobrirmos, para nos reconectarmos com outras narrativas, outras identidades, mas também para terminarmos de nos conhecer como peruanos”, disse à AFP Gisela Ortiz, ministra da Cultura do país.

“Grande parte do problema que temos no país é essa incapacidade de nos reconhecermos como diversos. Queremos sempre impor um olhar cultural e político sobre o outro”, acrescentou a ministra.

Reconhecida como um grande mercado internacional de transferência de direitos autorais, a feira deste ano recebe editoras de 48 países e “apenas 225 mil visitantes” devido a restrições sanitárias, informou a diretora da FIL, Marisol Schulz.

Em 2019, o evento contou com a presença de mais de 800 mil pessoas em 10 dias, enquanto no ano passado foi realizado apenas de forma virtual devido à pandemia.

Nos corredores da feira, circulavam representantes do Brasil, Argentina, Colômbia, Espanha, Alemanha, França, Geórgia.


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