A Fifa anunciou que a quarta e última etapa de comercialização de entradas para a Copa do Mundo de 2026 terá início no dia 1º de abril. Diferente das fases anteriores, marcadas por sorteios, esta rodada de “última hora” seguirá o critério de ordem de chegada pelo site oficial da entidade. A competição, que será sediada por Estados Unidos, México e Canadá, tem gerado controvérsia devido aos altos valores praticados e denúncias de monopólio.
Resumo:
Abertura das vendas ocorre às 12h (horário de Brasília) do dia 1º de abril;
Critério de compra é por ordem de chegada até o fim do torneio, em 19 de julho;
Mais de um milhão de bilhetes já foram comercializados em fases prévias;
Entidade enfrenta denúncia na Comissão Europeia por preços abusivos e falta de transparência.
De acordo com o comunicado da federação internacional, os ingressos serão disponibilizados de forma progressiva, podendo surgir ofertas inclusive para partidas no próprio dia do evento. A organização estima a venda total de sete milhões de bilhetes para os 16 estádios do torneio. Na fase de sorteio, realizada entre janeiro e fevereiro, a procura superou a marca de 500 milhões de solicitações.
Questionamentos sobre preços e transparência
A condução das vendas, no entanto, é alvo de críticas por parte de associações de torcedores. A Football Supporters Europe (FSE), em conjunto com a Euroconsumers, protocolou uma denúncia formal junto à Comissão Europeia contra a Fifa. A acusação sustenta que a entidade abusa de sua posição de monopólio ao impor condições “opacas e injustas” de compra.
Embora a Fifa tenha criado uma categoria de ingressos a US$ 60 reservada a fã-clubes oficiais, a FSE alega que essa cota se esgotou antes mesmo da abertura ao público geral. O presidente da instituição, Gianni Infantino, rebateu as críticas afirmando que os preços são reflexo de uma demanda “insana”.
Mercado de revenda
Para os torcedores que não garantirem entradas na venda direta, a plataforma oficial de revenda e troca será reaberta em 2 de abril. O sistema também é contestado pelo alto custo dos bilhetes. Sobre o tema, a Fifa declarou que não interfere nas transações de “torcedor para torcedor”, cabendo ao revendedor a definição do preço final de cada ingresso.