A Fifa anunciou um aumento significativo na premiação total para a Copa do Mundo de 2026, elevando o valor de US$ 727 milhões para US$ 871 milhões, um acréscimo de 15%. A decisão, tomada pelo Comitê Executivo da entidade em 28 de abril, em Vancouver, Canadá, está ligada ao aumento da receita comercial do torneio. Cada uma das 48 seleções participantes receberá uma contribuição mínima de US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 12,4 milhões) para preparação.
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O que aconteceu
- Aumento significativo da premiação da Copa do Mundo de 2026, com o valor total passando para US$ 871 milhões, um crescimento de 15%.
- Fifa aprovou novas regras disciplinares, incluindo expulsão por insultos a adversários ou abandono de campo em protesto.
- Entidade discute a possível participação de uma seleção de refugiados e define a eleição presidencial para 2027-2031.
As equipes que ficarem entre a 33ª e 48ª colocação terão direito a US$ 10 milhões (R$ 49,7 milhões) apenas pela participação na fase de grupos, valor superior aos US$ 9 milhões (R$ 44,7 milhões) pagos anteriormente. O restante da premiação será distribuído conforme o desempenho ao longo da competição.
A seleção campeã mundial, que antes receberia US$ 50 milhões (cerca de R$ 250 milhões), passará a ter direito a um prêmio de US$ 51 milhões (R$ 267 milhões), além do valor da ajuda de custo, um montante que, em comparação, coloca o valor pago a um campeão em patamares próximos ao que um campeão da Libertadores poderá embolsar, com valores que chegam a R$ 208,8 milhões.
Essa expansão dos prêmios, que os valores anteriores tinham sido definidos em reunião no Catar, em dezembro, foi ampliada com a expectativa de que o Mundial de 2026 gere receita recorde para a entidade. Essa perspectiva surge mesmo com as recentes discussões, onde torcedores europeus denunciam a Fifa por alto valor de ingressos da Copa.
Novas regras disciplinares para a Copa de 2026
Durante a reunião, o Conselho da Fifa também aprovou novas regras disciplinares, incluindo a possibilidade de expulsão de jogadores que cubram a boca para insultar adversários. Essa medida foi adotada após o escândalo envolvendo o jogador Gianluca Prestianni com Vinícius Júnior na Champions League.
Também passará a ser punido com expulsão qualquer jogador que abandonar o campo em protesto contra decisões da arbitragem. Essa medida foi adotada após a polêmica final da Copa Africana de Nações entre Marrocos e Senegal.
Outra mudança anunciada foi a anulação de cartões amarelos acumulados ao fim da fase de grupos e após as quartas de final, com o objetivo de reduzir impactos disciplinares nas etapas decisivas do torneio.
Outras decisões do conselho: o que muda?
Em outra decisão relevante, a Fifa deu sinal verde para a possível participação de uma seleção nacional de refugiados afegãos em competições internacionais organizadas pela entidade. Essa iniciativa visa promover a inclusão e o apoio a comunidades em situação de vulnerabilidade.
O Conselho também confirmou que a eleição presidencial da Fifa para o mandato 2027-2031 ocorrerá no 77º Congresso, previsto para o próximo ano. O atual presidente da entidade, Gianni Infantino, poderá concorrer à reeleição, com a campanha eleitoral prevista para começar a partir de amanhã.
Por fim, a entidade lançou uma consulta pública para avaliar a implementação de uma regra que exigiria a presença obrigatória de ao menos um jogador das categorias de base sub-20 ou sub-21 em campo por clube. (ANSA)