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Fernanda Nobre diz que ser feminista lhe ajudou a ter um relacionamento aberto com o marido

Crédito: Reprodução/Instagram

Fernanda Nobre (Crédito: Reprodução/Instagram)


Fernanda Nobre, de 37 anos, voltou a falar de seu relacionamento aberto com o marido, o diretor teatral José Roberto Jardim. Em entrevista ao podcast “Prazer, Renata” comandando por Renata Ceribelli, no Globoplay, a atriz disse que adotou esse tipo de relação após ter se tornado feminista.

“O meu caminho foi um caminho mais político e filosófico. Eu comecei a estudar o feminismo um pouco tarde, faz uns cinco anos. Mulheres me despertaram para isso. Eu sempre vivi de forma muito patriarcal, muito machista e reproduzindo o machismo, né… E aceitando isso sem questionar”, começou ela.

E continuou: “Quando eu comecei a despertar para o feminismo, estudar a história da evolução da mulher na humanidade, eu comecei a entender como a gente não tem escolhas. A gente vai repetindo padrões de forma compulsória. E aí, a monogamia, assim como a maternidade, assim como a heterossexualidade, assim como várias outras coisas, elas são repetidas sem a gente questionar. Então, quando eu me dei conta de que eu, durante a minha vida toda adulta, vivia de uma forma muito insegura. Sempre fui uma mulher muito insegura. Nunca sofri muitos traumas por traição não, mas eu sempre fui muito insegura. Tinha muito medo de ser colocada como trouxa, de levar uma pernada de um namorado… Sempre aquele assombro”.

“Foi uma libertação, que não foi fácil e não é fácil, porque eu fui construída dentro dessa sociedade. Então, eu quebrar esse padrão dentro de mim, ainda mais um padrão super arraigado, é super difícil, mas é um exercício. Assim como é um exercício não competir com uma mulher… Tudo é um exercício. E isso passou a ser”.

“Passei a conversar com o meu parceiro, que é um cara muito aberto, é um intelectual. Somos artistas… A gente busca nos transformar e fazer das nossas vidas uma expressão artística também e uma busca política. Então, eu comecei a exercitar isso já faz uns três anos… No meu caso não é poligâmico, é só fora da hipocrisia. Então, eu posso me interessar por alguém… A minha vida não é uma festa, eu não vivo saindo com várias pessoas. Mas, eu não finjo que isso não vai acontecer. Eu lido com o fato de que a fidelidade não existe. Então, eu lido na realidade com a lealdade na relação. Uma pessoa que vive assim não é mais moderna, não é mais livre do que uma mulher que vive num relacionamento monogâmico”, explicou.

Nobre concluiu dizendo que um relacionamento aberto também pode ser machista: Um relacionamento pode ser extremamente machista. Ele pode repetir um padrão de machismo horroroso. Por exemplo, num relacionamento heterossexual, você só transa quando os dois estão presentes com uma terceira pessoa. E quando isso só acontece com mulher”.

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“Sabe o que ouço muito de crítica… Eu até recebo pouca crítica, mas quando eu recebo é de homem falando que o meu marido é muito esperto. Que ele aceitou isso só para viver coisas fora. Aí, o que eu acho é o quanto isso diz sobre o preconceito com a sexualidade da mulher, né. Porque ninguém pensou que eu também estou vivendo, que também foi uma escolha minha.”

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