Justiça do Rio condena homem a 42 de prisão por feminicídio

Justiça do Rio condena Uilian Anderson Silva a 42 anos de prisão por assassinato brutal da companheira em Icaraí

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O Conselho de Sentença do 3º Tribunal do Júri de Niterói condenou, nesta terça-feira (15), Uilian Anderson Silva a 42 anos de prisão, em regime fechado, pelo feminicídio de sua companheira, Elizabeth de Lima Mendonça. O crime hediondo ocorreu em janeiro de 2025, dentro da casa do casal, no bairro de Icaraí, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, com os jurados concluindo que Elizabeth foi morta por razões relacionadas à sua condição de mulher.

  • A condenação por feminicídio de Elizabeth de Lima Mendonça resultou em 42 anos de prisão para Uilian Anderson Silva.
  • O crime brutal ocorreu em janeiro de 2025, em Niterói, após a vítima manifestar desejo de separação.
  • A Justiça considerou o emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa, com ataques de faca que levaram à morte da mulher.

De acordo com a sentença, Elizabeth, de 46 anos, foi atacada mortalmente ao manifestar a intenção de se separar de Uilian Anderson Silva após quase duas décadas de convivência. A Justiça detalhou que o réu agrediu a vítima com golpes de faca no pescoço, deixando-a em agonia sem prestar qualquer socorro. O laudo pericial confirmou lesões graves compatíveis com degolamento.

Detalhes da condenação e a brutalidade do crime

Os jurados reconheceram unanimemente o emprego de meio cruel e a utilização de recurso que impediu a defesa da vítima durante o ataque. A juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, responsável por presidir a sessão, sublinhou a extrema brutalidade do ato, ressaltando que o ataque ocorreu quando Elizabeth estava desarmada e sem qualquer possibilidade de receber auxílio.

Além da pena privativa de liberdade, a sentença judicial determinou que Uilian Anderson Silva pague uma indenização de R$ 10 mil à família da vítima por danos morais. A decisão reforça o rigor da Justiça diante de crimes motivados por questões de gênero, especialmente quando a violência é exacerbada pela incapacidade de defesa da vítima.

Da IstoÉ.