“Este ‘wild card’ (convite especial) não deveria ter sido concedido”: a Federação Queniana de Tênis admitiu seu erro, nesta quinta-feira (8), após vídeos viralizarem mostrando uma tenista egípcia perdendo por 6-0 e 6-0 em um torneio profissional em Nairóbi.
Hajar Abdelkader, de 21 anos, foi derrotada na quarta-feira na primeira rodada do WTT 35 Nairobi, no qual participava graças a um convite da Federação Queniana.
O evento se tornou conhecido devido a vídeos que circularam nas redes sociais, mostrando a tenistas com dificuldades em técnicas básicas do tênis, como o saque e a movimentação em quadra.
Apesar de ser prática comum em qualquer torneio, incluindo os Grand Slams, a de conceder convites a jogadores locais, o baixo nível de jogo de Hajar Abdelkader gerou uma grande polêmica nas redes sociais.
De acordo com um comunicado divulgado nesta quinta-feira pela Federação Queniana de Tênis, “Abdelkader recebeu um convite especial após apresentar uma solicitação adequada”, que a organização concedeu após a desistência de última hora da jogadora que inicialmente havia recebido o convite.
“Naquele momento, Abdelkader era a única outra jogadora que havia solicitado um convite”, então ela participou para completar a chave e “apoiar o desenvolvimento do tênis africano”, argumentou a Federação Queniana de Tênis.
“Em retrospectiva”, a federação queniana admite que “esse convite nunca deveria ter sido concedido” e garantiu que, no futuro, trabalhará para “evitar que uma situação semelhante se repita”.
Contactada pela AFP, a Federação Internacional de Tênis (ITF) explicou que a decisão de conceder convites nesse torneio em Nairóbi é de responsabilidade da Federação Queniana de Tênis.
De acordo com o perfil da jogadora no site da ITF, a tenista egípcia disputou a primeira partida profissional de sua carreira em Nairóbi.
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