O endividamento e a inadimplência na cidade de São Paulo apresentaram estabilidade técnica em janeiro, atingindo 68,9% e 19,9% dos lares paulistanos, respectivamente. Em dezembro, os índices eram de 69% e 20%. Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
Na comparação com janeiro de 2025, o número de famílias com algum tipo de dívida cresceu 1,7 ponto porcentual, quando o índice era de 67,2%. Já a inadimplência manteve-se praticamente estável nesta mesma base de comparação, quando atingia 19,6% das famílias.
Para a FecomercioSP, a moderação da inflação e o aquecimento do mercado de trabalho são elementos que têm contribuído para um maior controle das contas. No entanto, a entidade atenta para uma piora relativa no perfil das famílias com compromissos em atraso, o que pode limitar um recuo mais expressivo da inadimplência.
De acordo com o estudo, o tempo médio de atraso no pagamento aumentou, saindo de 62,6 dias em dezembro para 64 dias em janeiro. Na comparação com janeiro do ano passado, porém, o indicador permaneceu no mesmo nível.
A parcela de lares que afirmam não ter condições de quitar as dívidas em atraso também se manteve estável (8,8%). Em dezembro, o porcentual havia sido de 8,6%, nível também praticamente idêntico ao de janeiro de 2025 (8,7%).
Em números absolutos, mais de 3 milhões de famílias estão endividadas em São Paulo, das quais cerca de 892 mil com contas em atraso.
Cartão de crédito
O cartão de crédito segue como o principal volume de compromissos de mais da metade (79,8%) das famílias endividadas na capital paulista. O porcentual, porém, diminuiu ante dezembro (80,6%) e na comparação com janeiro de 2025 (83,1%).
A pesquisa ainda apontou que o financiamento imobiliário aparece como o segundo maior grupo de dívidas (16,8%), com o índice se aproximando do recorde da série histórica (16,9%). Em seguida, aparecem os carnês (12,8%).