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Fechamento da fronteira por pandemia deixa venezuelanos com HIV sem remédios

Crédito: Reprodução TV Globo

Fronteira entre Brasil e Venezuela (Crédito: Reprodução TV Globo)

Com a crise humanitária vivida pela Venezuela agravada ainda mais pelo novo coronavírus, alguns pacientes de outras doenças estão sofrendo com a falta de remédios devido ao fechamento da fronteira com o Brasil.

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Jesus Enrique Rojas, de 40 anos, relatou como tem sofrido com a falta de medicamentos para a Aids. O engenheiro industrial tem HIV e disse que “devido à minha condição, sou um candidato ‘perfeito’ para ficar sem fôlego”, conforme apuração do G1.

Muitos venezuelanos recorriam ao Sistema Único de Saúde (SUS) em Roraima para tratar a doença. Enrique relata que os kits de tratamento duram três meses. No último mês de fevereiro, o engenheiro viajou cerca de 2.782 km para pegar os remédios pela última vez.

“Eu recebia os tratamentos aqui na Venezuela, sem nenhum problema. No entanto, devido ao ‘declínio’ , nós submergimos pouco a pouco. Já não há mais medicamento no país e isto aumenta os riscos de morrer por esta doença aqui”, lamentou ao G1.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Roraima (Sesau), 49 venezuelanos testaram positivo para o HIV desde janeiro deste ano. O dado aponta um aumento no número de caos se comparado com o primeiro semestre do último ano, o qual registrou três casos de HIV em venezuelanos.

Fechada há quatro meses por decisão do governo federal por conta da Covid-19, a fronteira entre Brasil e Venezuela não tem data prevista para ser reaberta.

Além deste problema, Enrique também foi prejudicado por uma medida do governo venezuelano, que proíbe o trânsito intermunicipal das pessoas que residem no país como medida de segurança para evitar o contágio do novo coronavírus.

Ainda segundo apuração do portal, dados da Agência das Nações Unidas de Luta contra a Aids (Unaids) – programa da Organização das Nações Unidas (ONU) voltado ao combate da doença – apontam que em 2017, a Venezuela tinha cerca de 120 mil soropositivos, dos quais 65 mil não tinham acesso aos tratamentos necessários.

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