O FBI demitiu pelo menos seis agentes vinculados a uma investigação de 2022 sobre a suposta retenção de documentos confidenciais pelo presidente Donald Trump em sua residência de Mar-a-Lago, informou a imprensa americana.
O Departamento Federal de Investigação fez uma operação de busca na residência de Trump na Flórida em 2022, em meio a uma investigação sobre a suposta má gestão dos arquivos após o fim de seu primeiro mandato (2017-2021) na Casa Branca.
Segundo a investigação, o republicano supostamente levou documentos para sua mansão após seu primeiro mandato presidencial, sem obedecer às devidas medidas de segurança, e teria dificultado as tentativas das autoridades de recuperá-los.
Segundo os promotores, o material incluía arquivos secretos relacionados a temas nucleares e de defesa. Em julho de 2024, a juíza federal Aileen Cannon, indicada por Trump, arquivou o caso ao determinar que o ex-procurador especial Jack Smith foi nomeado de forma ilegal.
O diretor do FBI, Kash Patel, ordenou a demissão dos agentes por seu trabalho no caso, segundo a imprensa. A instituição não comentou as informações.
Cannon bloqueou na segunda-feira a publicação de um relatório do ex-procurador Smith, após aceitar um recurso apresentado por Trump e dois coacusados para impedir sua divulgação.
Uma associação que representa os agentes do FBI confirmou as demissões, mas não revelou o número.
Em um comunicado, o grupo criticou o FBI por violar “os direitos ao devido processo daqueles que arriscam a vida para proteger” os Estados Unidos.
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