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Faro de gol, mobilidade, mas inconsistência: o que esperar de Getúlio, novo atacante do Vasco

Centroavante fez carreira no Avaí e deixou boa impressão, embora tenha sofrido uma lesão grave e a inconsistência também tenha lhe marcado

Faro de gol, mobilidade, mas inconsistência: o que esperar de Getúlio, novo atacante do Vasco

Engana-se quem pensa que Getúlio, centroavante contratado, mas ainda não anunciado pelo Vasco, é estático dentro da área. Quem acompanhou o ex-jogador do Avaí entende que o técnico Zé Ricardo conta, agora, com um jogador de mobilidade. É o caso do jornalista Cristian de los Santos, do “Marcou no Esporte” e da “Rádio Jovem Pan News-SC”.


– O Getúlio é um jogador de boa técnica, tem explosão, muita vontade e sabe fazer gols. É dinâmico, atua como centroavante, mas já jogou como ponta esquerda e direita. É um jogador que tem essa dinâmica. O que pesa contra o Getúlio é que ele teve uma lesão no momento em que estava em ascensão, e ficou quase um ano sem atuar – explicou Cristian, antes de ponderar:

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– Foi voltando aos poucos, pegando confiança e tendo pequenas lesões. Saindo e voltando, a falta de sequência prejudicou. Ele começou a jogar mais como centroavante no Avaí, mas não ter tanta sequência prejudicou bastante. É um atleta interessante para ter como centroavante ou ponta. Faz gols de cabeça, é oportunista, a bola o procura. Tem habilidade para criar jogadas também, faz bons lançamentos e cruzamentos – garantiu o jornalista.

Getúlio chega ao Vasco com 24 anos, e vai disputar posição com Raniel. Figueiredo, que disputou a Copa São Paulo de Juniores, mas está incorporado definitivamente ao elenco principal, corre por fora. Cristian de los Santos aponta uma característica que pode pesar contra o mais recente reforço cruz-maltino.

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– O problema maior é que, às vezes, parece que o jogo está acontecendo a 200 km/h e o Getúlio está a 110 km/h. Então, ele demora, às vezes fica “dormindo” aí acorda. É tipo o Jean Pyerre, do Grêmio, mas não no estilo (em campo). O Jean é um bom jogador, mas, às vezes, passa o jogo todo e não aparece. O Getúlio tem isso, parece que falta vontade e sintonia em alguns jogos. Mas tem jogos em que ele é prestativo, se apresenta – detalhou o jornalista, antes de concluir:

– É aquele tipo de centroavante que todo técnico gosta de ter porque dá aquele primeiro combate, o abafa, não deixa a zaga sair jogando, incomoda. Ele dá essa agilidade para a recomposição da marcação – analisou.